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terça-feira, 17 de julho de 2012
O Mundo de Sofia - 2ª Parte Completa
Somos Todos Diferentes - Filme Completo
O mundo de Sofia - filme completo
MENINO MALUQUINHO O FILME COMPLETO
Uma professora muito maluquinha FILME COMPLETO | 2011
A Cor do Paraíso - Filme Completo
Um Faz de conta que acontece-Dublado completo
O direito de ser criança!
meu nome é radio (DUBLADO) FILME COMPLETO
Que tal um abraço?
Está para ser criado gesto tão significativo quanto o abraço. Ao mesmo tempo em que conforta e protege, ele proporciona uma sensação prazerosa a quem envolve e é envolvido. O ato ativa as regiões temporais e frontais do cérebro, que são ligadas ao prazer.
Segundo a neurologista Sonia Brucki, vice-coordenadora do departamento de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia, o abraço faz com que o cérebro libere dopamina e serotonina, hormônios do prazer. "Você estabelece uma empatia com a pessoa, percebe o sentimento dele. Isso dá uma sensação prazerosa", explica.
O abraço também é uma ótima alternativa para sanar o grande mal moderno: o estresse. Estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, indica que abraçar diminui os níveis de cortisol e a norepinefrina, hormônios relacionados ao estresse, além de diminuir a pressão sanguínea, o que previne doenças cardíacas. O aumento da taxa de uma substância chamada oxitocina também é notável. Quanto mais oxitocina o cérebro libera, mais a pessoa quer ser tocada e menos estressada ela fica: ou seja, quanto mais abraçada ela é, mais ela deseja ser abraçada.
Portanto, embora não combata diretamente as causas do estresse - sejam elas vindas de problemas familiares, do trabalho, entre outras -, o abraço acolhe a pessoa de tal forma que pode melhorar, e muito, a disposição e a maneira de encarar os problemas.
Outro mal da mente a ser tratado com ajuda do abraço é a depressão que, hoje, é a maior causa da diminuição da expectativa de vida do brasileiro, segundo recente estudo publicado pelo periódico Lancet. De acordo com a psicóloga Glauce Assunção, do Hospital São Camilo, o depressivo tende a não ver saídas e, com o abraço, ele pode se sentir acolhido, por causa da boa sensação proporcionada pelo toque. "Mesmo não sendo a cura, esse apoio e amparo são necessários para que o depressivo se sinta seguro. É um reforço ao tratamento", afirma.
Abrace sua família!
Glauce afirma, no entanto, que as pessoas se abraçam pouco hoje em dia. O distanciamento não está presente apenas em meios externos, como o escolar ou corporativo, mas também dentro dos lares. Segundo a psicóloga, a raridade do abraço no âmbito familiar causa até estranhamento na criança que, sem o hábito de abraçar, acaba recebendo esse conforto de outra pessoa. O ideal é que as pessoas consigam, em casa, pelo menos um abraço todos os dias. Isso reduz significativamente os atritos na família, como uma bandeira branca.
Ela também lembra que o abraço faz com que a criança se sinta protegida e acolhida, sensação mais do que necessária na infância. "O abraço ficou cada vez mais distante. Hoje em dia, as crianças sentem falta disso. O pequeno chega em casa, já vai ao computador, enquanto a mãe vai à cozinha fazer a janta. A criança fica desprotegida", diz Glauce. Abraçar o pequeno o fará uma pessoa mais segura - imagem que ele transmitirá fora de casa.
O gesto também é imprescindível entre o casal. Quando o assunto é envolvimento sentimental, a psicóloga afirma que abraçar é um ato mais forte que beijar. "Ele reforça os relacionamentos, reduz as diferenças. O abraço acalma e é mais significativo que um beijo na boca ou no rosto."
Melhore o dia de alguém!
Para melhorar o dia de uma pessoa, não é necessário muito esforço, apenas um abraço. Faça o teste: experimente abraçar alguém que você tenha algum carinho e perceba como o sorriso dessa pessoa muda. Ela se sentirá importante, protegida e com mais disposição. "Quem abraça é capaz de sentir o outro, combate suas tristezas, incertezas. Você sustenta as lágrimas da pessoa, lhe dá sensação de conforto", reforça Glauce. No entanto, nem pense em sair abraçando qualquer um. Abraçar por abraçar, sem intimidade real, pode causar efeitos contrários. "Se for forçado, você não se sentirá bem porque, quando você abraça, você recebe de volta, esse toque é mútuo. Não adianta dar algo falso", argumenta a psicóloga.
Por Ana Paula de Araújo: http://msn.minhavida.com.br/conteudo/13281-Abraco-gera-bemestar-conforto-e-ainda-combate-o-estresse.htm (adaptado)
domingo, 15 de julho de 2012
VIOLÊNCIA Trincheiras de bom ensino Situadas em áreas pobres dominadas por criminosos, duas escolas públicas do Rio de Janeiro são um exemplo de como é possível superar as adversidades 13/04/2011 12:11 Texto Roberta de Abreu Lima / VEJA
Numa área dominada por milícias, a Escola Municipal Pablo Neruda conseguiu atingir a nota 7,2 no Ideb, muito acima da média nacional
Vizinho à guerra travada entre facções de traficantes, o colégio municipal Paula Fonseca, no Rio de Janeiro, impõe a seus 500 alunos dificuldades típicas de escolas brasileiras encravadas em regiões pobres e violentas. Muitas vezes, as crianças dali, com idade entre 6 e 12 anos, precisam driblar corpos estendidos no meio da rua para chegar à sala de aula e têm lições ao som de tiroteio. O cenário é a favela Jorge Turco, na Zona Norte da cidade, região que produz alguns dos piores índices de homicídio do estado. Em um ambiente tão adverso como esse, é de espantar que os estudantes apresentem alto desempenho acadêmico. O colégio Paula Fonseca figura no seleto grupo composto daqueles 2% de escolas públicas brasileiras que obtiveram as melhores notas no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), avaliação do Ministério da Educação - a média nacional é 4,6. No ranking, há ainda outra escola em situação semelhante, a Pablo Neruda, também da rede municipal carioca, esta encravada num grotão dominado por milícias (bandos de policiais e ex-policiais que atuam na ilegalidade em favelas do Rio). Com 72 anos de idade e há 26 no cargo de diretora do Paula Fonseca, Celia Tavares diz: "Além de ensinar, nosso trabalho aqui inclui transmitir valores básicos a crianças vindas da extrema miséria e de lares desestruturados".
A fórmula exemplar dessas duas escolas que saltaram de um universo de tanta precariedade à elite do ensino público é tão básica quanto rara no Brasil. Sem nenhum luxo na infraestrutura, ambas contam com diretoras que, de tão comprometidas, chegam a fincar no pátio sua mesa de trabalho com o objetivo de conhecer os alunos e aproximar-se deles. Elas são capazes de manter uma equipe de professores fiel ao propósito de elevar as chances dos estudantes e, quando necessário, têm conseguido livrar-se dos menos eficazes - sem dar espaço à habitual condescendência. "Num lugar como este não há tempo a perder com incompetência", enfatiza Maria Joselza, há 23 anos no comando do colégio Pablo Neruda, na Zona Oeste carioca. A experiência das duas escolas reforça aquilo que os especialistas já aferiram: um diretor envolvido na rotina escolar é decisivo para o desempenho dos estudantes. "As melhores escolas do mundo são lideradas por gente hábil na tarefa de criar um ambiente estimulante para o aprendizado", resume o economista Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA.
Um dos mais abrangentes estudos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conduzido em setenta países, incluindo o Brasil, deixa claro que forjar um clima favorável ao ensino é um dos principais fatores para elevar a qualidade acadêmica. O conceito pode parecer etéreo, mas se traduz perfeitamente na realidade de colégios situados em zonas tomadas pela bandidagem. Alcançar "um bom clima", nesses casos, significa antes de tudo aproximar pais e moradores da vida escolar. É o que se vê nas duas escolas alçadas ao topo do ranking do MEC. No colégio Paula Fonseca, a própria diretora se encarrega de visitar os pais para tirar dúvidas e falar sobre as constantes dificuldades de aprendizado enfrentadas pelas crianças. Mais do que isso, ela tenta impedir que seus alunos enveredem pelo crime. Muitos vêm de famílias ligadas ao tráfico de drogas e, não raro, até já ingressaram na marginalidade. Conta Celia: "Tento explicar às mães e às crianças que elas podem ter um futuro longe do crime, e isso inclui dedicação aos estudos". Para sua frustração, ela nem sempre tem sucesso.
Fornecer assistência extra a escolas em locais assolados por maus indicadores socioeconômicos faz parte do arcabouço de políticas educacionais que, já está provado, contribuem decisivamente para a excelência. O Chile é um caso exemplar de país que conseguiu aproximar o nível dos alunos pobres ao dos mais ricos na última década. Ali, o governo canaliza recursos, material de reforço e até consultoria pedagógica dada pela iniciativa privada a colégios considerados vulneráveis, segundo um indicador objetivo. Tudo condicionado a metas e avanços concretos. Um programa que abrange 15% das 1 064 escolas municipais do Rio norteia-se por preocupação parecida. A crianças de colégios localizados em áreas à margem do poder público são oferecidas atividades extras que as mantêm por mais tempo debruçadas sobre os estudos. Não há dúvida de que isso ajuda. Orgulhosa das notas obtidas à custa de muito esforço no exame oficial, Maria Joselza, do colégio Pablo Neruda, afirma: "Nem mesmo o pior dos ambientes é desculpa para não buscar - e atingir - um elevado padrão na sala de aula".
Destaque em meio à bandidagem
Fincadas em áreas dominadas por criminosos, as duas escolas municipais do Rio de Janeiro têm média bem superior à nacional, segundo o último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do MEC.
No território do tráfico: Paula Fonseca
Localização: favela Jorge Turco, na Zona Norte carioca
Nota no Ideb: 6,4
Reduto de milícia: Pablo Neruda
Localização: bairro da Taquara, na Zona Oeste carioca
Nota no Ideb: 7,2
Vizinho à guerra travada entre facções de traficantes, o colégio municipal Paula Fonseca, no Rio de Janeiro, impõe a seus 500 alunos dificuldades típicas de escolas brasileiras encravadas em regiões pobres e violentas. Muitas vezes, as crianças dali, com idade entre 6 e 12 anos, precisam driblar corpos estendidos no meio da rua para chegar à sala de aula e têm lições ao som de tiroteio. O cenário é a favela Jorge Turco, na Zona Norte da cidade, região que produz alguns dos piores índices de homicídio do estado. Em um ambiente tão adverso como esse, é de espantar que os estudantes apresentem alto desempenho acadêmico. O colégio Paula Fonseca figura no seleto grupo composto daqueles 2% de escolas públicas brasileiras que obtiveram as melhores notas no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), avaliação do Ministério da Educação - a média nacional é 4,6. No ranking, há ainda outra escola em situação semelhante, a Pablo Neruda, também da rede municipal carioca, esta encravada num grotão dominado por milícias (bandos de policiais e ex-policiais que atuam na ilegalidade em favelas do Rio). Com 72 anos de idade e há 26 no cargo de diretora do Paula Fonseca, Celia Tavares diz: "Além de ensinar, nosso trabalho aqui inclui transmitir valores básicos a crianças vindas da extrema miséria e de lares desestruturados".
A fórmula exemplar dessas duas escolas que saltaram de um universo de tanta precariedade à elite do ensino público é tão básica quanto rara no Brasil. Sem nenhum luxo na infraestrutura, ambas contam com diretoras que, de tão comprometidas, chegam a fincar no pátio sua mesa de trabalho com o objetivo de conhecer os alunos e aproximar-se deles. Elas são capazes de manter uma equipe de professores fiel ao propósito de elevar as chances dos estudantes e, quando necessário, têm conseguido livrar-se dos menos eficazes - sem dar espaço à habitual condescendência. "Num lugar como este não há tempo a perder com incompetência", enfatiza Maria Joselza, há 23 anos no comando do colégio Pablo Neruda, na Zona Oeste carioca. A experiência das duas escolas reforça aquilo que os especialistas já aferiram: um diretor envolvido na rotina escolar é decisivo para o desempenho dos estudantes. "As melhores escolas do mundo são lideradas por gente hábil na tarefa de criar um ambiente estimulante para o aprendizado", resume o economista Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA.
Um dos mais abrangentes estudos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conduzido em setenta países, incluindo o Brasil, deixa claro que forjar um clima favorável ao ensino é um dos principais fatores para elevar a qualidade acadêmica. O conceito pode parecer etéreo, mas se traduz perfeitamente na realidade de colégios situados em zonas tomadas pela bandidagem. Alcançar "um bom clima", nesses casos, significa antes de tudo aproximar pais e moradores da vida escolar. É o que se vê nas duas escolas alçadas ao topo do ranking do MEC. No colégio Paula Fonseca, a própria diretora se encarrega de visitar os pais para tirar dúvidas e falar sobre as constantes dificuldades de aprendizado enfrentadas pelas crianças. Mais do que isso, ela tenta impedir que seus alunos enveredem pelo crime. Muitos vêm de famílias ligadas ao tráfico de drogas e, não raro, até já ingressaram na marginalidade. Conta Celia: "Tento explicar às mães e às crianças que elas podem ter um futuro longe do crime, e isso inclui dedicação aos estudos". Para sua frustração, ela nem sempre tem sucesso.
Fornecer assistência extra a escolas em locais assolados por maus indicadores socioeconômicos faz parte do arcabouço de políticas educacionais que, já está provado, contribuem decisivamente para a excelência. O Chile é um caso exemplar de país que conseguiu aproximar o nível dos alunos pobres ao dos mais ricos na última década. Ali, o governo canaliza recursos, material de reforço e até consultoria pedagógica dada pela iniciativa privada a colégios considerados vulneráveis, segundo um indicador objetivo. Tudo condicionado a metas e avanços concretos. Um programa que abrange 15% das 1 064 escolas municipais do Rio norteia-se por preocupação parecida. A crianças de colégios localizados em áreas à margem do poder público são oferecidas atividades extras que as mantêm por mais tempo debruçadas sobre os estudos. Não há dúvida de que isso ajuda. Orgulhosa das notas obtidas à custa de muito esforço no exame oficial, Maria Joselza, do colégio Pablo Neruda, afirma: "Nem mesmo o pior dos ambientes é desculpa para não buscar - e atingir - um elevado padrão na sala de aula".
Destaque em meio à bandidagem
Fincadas em áreas dominadas por criminosos, as duas escolas municipais do Rio de Janeiro têm média bem superior à nacional, segundo o último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do MEC.
No território do tráfico: Paula Fonseca
Localização: favela Jorge Turco, na Zona Norte carioca
Nota no Ideb: 6,4
Reduto de milícia: Pablo Neruda
Localização: bairro da Taquara, na Zona Oeste carioca
Nota no Ideb: 7,2
sábado, 14 de julho de 2012
Gramática Quando a crase muda o sentido Muitos deixariam de ver a crase como bicho-papão se pensassem nela como uma ferramenta para evitar ambiguidade nas frases/ Luiz Costa Pereira Junior
O emprego da crase costuma desconcertar muita gente. A ponto de ter gerado um balaio de frases inflamadas ou espirituosas de uma turma renomada. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, é autor da sentença "A crase não foi feita para humilhar ninguém", marco da tolerância gramatical ao acento gráfico. O escritor Moacyr Scliar discorda, em uma deliciosa crônica "Tropeçando nos acentos", e afirma que a crase foi feita, sim, para humilhar as pessoas; e o humorista Millôr Fernandes, de forma irônica e jocosa, é taxativo: "ela não existe no Brasil".
O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto, que morreu em abril deste ano aos 63 anos, propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava "sinal obsoleto, que o povo já fez morrer". Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann Neto logo desistiu do projeto.
O acento grave (`) no a tem duas aplicações distintas, explica Celso Pedro Luft (1921-1995) no hoje clássico Decifrando a Crase (Globo, 2005: 16):
1) Sinalizar uma fusão (a crase): indica que o a vale por dois (à = a a): "Dilma Rousseff compareceu às CPIs".
2) Evitar ambiguidade: sinaliza a preposição a em expressões de circunstância com substantivo feminino singular, indicando que não se deve confundi-la com o artigo a . "Dilma Rousseff depôs à CPI". Sem a crase, a frase hipotética se revela ambígua: Dilma destituiu a comissão parlamentar de inquérito ou apenas deu depoimento à comissão? O sinal de crase tira a dúvida.
Sinalizar a contração entre vogais idênticas (no caso, a preposição a e o artigo a ) é um desafio que, mesmo quando parece complicado, pode ser intuído pelo usuário do idioma, em regras relativamente simples de ser incorporadas.
Ambiguidade
A grande utilidade do acento de crase no a , entretanto, que faz com que seja descabida a proposta de sua extinção por decreto ou falta de uso, é a assinalada por Luft: crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza.
Muitas frases em que a preposição indica uma circunstância (instrumento, meio etc.), em sequências do tipo "preposição a + substantivo feminino singular", podem dificultar a interpretação por parte de um leitor ou ouvinte. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve o impasse.
Exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido de uma frase, lembrados por Luft em Decifrando a Crase :
Cheirar a gasolina (aspirar) x cheirar à gasolina (feder a).
A moça correu as cortinas (percorrer) X A moça correu às cortinas. (seguiu em direção a).
O homem pinta a máquina (usa pincel nela) X O homem pinta à máquina (usa uma máquina para pintar).
Referia-se a outra mulher (conversava com ela) X Referia-se à outra mulher (falava dela).
Contexto
O contexto até se encarregaria, diz o autor, de esclarecer a mensagem em casos como: "vimos a cidade"; "viemos a cidade". "conserto a máquina"; "escrevo a máquina". Um usuário do idioma mais atento intui um acento necessário, garantido pelo contexto em que a mensagem se insere, se a finada testemunha do exemplo a seguir destituiu a relatora da OAB ou prestou depoimento:
Morta a testemunha que depôs a relatora da OAB.
Mas, em geral, contextos elípticos ainda deixariam dúvidas em exemplos do tipo: "Fique a vontade onde está" ou "A sombra das raparigas em flor".
Cheirar a gasolina Cheirar à gasolina
(aspirar o combustível) (feder tal qual o combústivel)
"Fique a vontade onde está" indica que uma entidade metafísica chamada "vontade" deve se manter suspensa ou que o interlocutor da mensagem deve se sentir confortável?
A falta de clareza, por vezes, ocorre na fala, não tanto na escrita. Exemplos de dúvida fonética, sugeridos por Francisco Platão Savioli, professor e coordenador de gramática e texto no Anglo Vestibulares:
- "A noite chegou." Na linguagem falada há ambiguidade; na escrita, com ou sem o acento, não. Alguém chegou à noite, ao escurecer? Ou foi a noite que chegou no fim da tarde? Como saber o sentido de uma frase como essa, sem o acento?
- "Ela cheira a rosa." A afirmação será ambígua, se oral. Se escrita, terá sentidos diferentes, se houver o acento grave no a que precede "rosa" ou se ele for dispensado. "Ela cheira a rosa" significa que a dama aspira o perfume da rosa. Já "ela cheira à rosa" indica que a princesa tem o perfume da flor. Na escrita, com a crase, nem é preciso explicar ou entender o contexto.
- "Matar alguém à fome." Sem acento, alguém mata a própria fome. Com, mata-se alguém pela fome. Como na África ou em ásperas periferias brasileiras.
Sem o sinal diacrítico, construções como essas serão sempre ambíguas. Nesse sentido, a crase pode ser antes um problema de leitura do que prioritariamente de escrita.
Em expressões com palavras femininas (expressões adverbiais, conjuntivas e prepositivas), há o acento grave de clareza, utilizado por tradição: "às vezes", "à moda de", "à espera", "à medida que", "à custa de", "à prova de" etc.
Embora com expressões adverbiais de instrumento o emprego do acento da crase seja desaconselhado pelos gramáticos, seu uso é frequente no português brasileiro, mesmo quando desnecessário: Escrever a máquina, a mão, a tinta, a caneta (a lápis); ferir a faca (a cacete); calar a bala (a tiro), matar a baioneta (a punhal). Acentua-se, se houver confusão de sentido. Alguém matará uma baioneta? Coisa difícil. Quem aplica o sinal intui um chamado da mensagem ao uso do acento grave de clareza. "Produzir a máquina" será fabricar a máquina ou produzir com a máquina? Então: "Produzir à máquina". Por isso, "pintar a mão" será pintar, desenhar na própria mão, como amantes de tatuagens? Ou pintar com a mão, sem instrumentos, como fazem alguns sensitivos? Então: "Pintar à mão".
Mesmo a regra da crase como índice de contração com "distância" tem sido interpretada pelos usuários do idioma como dependente do contexto.
Pela regra tradicional, não há acento, se a "distância" estiver indeterminada:
"Ficar a distância". "Seguiu-a a distância". "Manteve-se a distância segura". Se a "distância" estiver definida, determinada numericamente, há acento: "Ficou à distância de dois metros" . "Viu o corpo à distância de três passos" .
Influência
Há, no entanto, autores que sempre acentuam o a dessa locução. Não por acaso, dicionários como Houaiss incorporam as diferenças de sentido que os usuários da língua tendem a sentir ao usar a locução.
No sentido de "de longe" e "de um ponto distante", muitos brasileiros sentem que faz sentido usar crase. Exemplo de Houaiss: "a sentinela vigia à distância. Entende-se "à distância" como "localizado a (certa) distância; distante, afastado". No sentido de "ao longe" e "em um ponto distante" não se sentiria a necessidade da crase: "viram algo movendo-se a distância".
O que os usuários intuem do sentido implícito à frase parece influir, por exemplo, no uso da crase com nome próprio feminino, o que torna o acento muitas vezes optativo: "Fizeram uma homenagem à Maria" revela mais intimidade do que "Fizeram uma homenagem a Maria".
Assim também "desenhei a caneta" x "desenhei à caneta"; "a polícia recebeu a bala" x "a polícia recebeu à bala"; "dar à luz" x "dar a luz".
Chegar a noite Chegar à noite
(anoitecer) (chegar tarde)
Expressões
Em crase, a intuição e a generalização de exemplos concretos podem ser mais efetivas que a decoreba de regras.
Se intuímos a regra básica de que só se usa crase diante de palavras femininas quando há uma preposição seguida de um artigo, evitamos ocorrências como "à 80 km", "à correr" ou "à Pedro". Afinal, nunca pensamos em crase com palavras masculinas ou verbos: daí não haver em "a lápis", "a contragosto", "a custo".
Se lembramos que a crase serve para eliminar uma ambiguidade, também evitamos tirar a crase em contextos que pedem, por exemplo, "à beira", "à boca miúda", "à caça". Assim, fica muito mais fácil pensar a crase. (Colaborou João Jonas Veiga Sobral)
O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto, que morreu em abril deste ano aos 63 anos, propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava "sinal obsoleto, que o povo já fez morrer". Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann Neto logo desistiu do projeto.
O acento grave (`) no a tem duas aplicações distintas, explica Celso Pedro Luft (1921-1995) no hoje clássico Decifrando a Crase (Globo, 2005: 16):
1) Sinalizar uma fusão (a crase): indica que o a vale por dois (à = a a): "Dilma Rousseff compareceu às CPIs".
2) Evitar ambiguidade: sinaliza a preposição a em expressões de circunstância com substantivo feminino singular, indicando que não se deve confundi-la com o artigo a . "Dilma Rousseff depôs à CPI". Sem a crase, a frase hipotética se revela ambígua: Dilma destituiu a comissão parlamentar de inquérito ou apenas deu depoimento à comissão? O sinal de crase tira a dúvida.
Sinalizar a contração entre vogais idênticas (no caso, a preposição a e o artigo a ) é um desafio que, mesmo quando parece complicado, pode ser intuído pelo usuário do idioma, em regras relativamente simples de ser incorporadas.
Ambiguidade
A grande utilidade do acento de crase no a , entretanto, que faz com que seja descabida a proposta de sua extinção por decreto ou falta de uso, é a assinalada por Luft: crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza.
Muitas frases em que a preposição indica uma circunstância (instrumento, meio etc.), em sequências do tipo "preposição a + substantivo feminino singular", podem dificultar a interpretação por parte de um leitor ou ouvinte. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve o impasse.
Exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido de uma frase, lembrados por Luft em Decifrando a Crase :
Cheirar a gasolina (aspirar) x cheirar à gasolina (feder a).
A moça correu as cortinas (percorrer) X A moça correu às cortinas. (seguiu em direção a).
O homem pinta a máquina (usa pincel nela) X O homem pinta à máquina (usa uma máquina para pintar).
Referia-se a outra mulher (conversava com ela) X Referia-se à outra mulher (falava dela).
Contexto
O contexto até se encarregaria, diz o autor, de esclarecer a mensagem em casos como: "vimos a cidade"; "viemos a cidade". "conserto a máquina"; "escrevo a máquina". Um usuário do idioma mais atento intui um acento necessário, garantido pelo contexto em que a mensagem se insere, se a finada testemunha do exemplo a seguir destituiu a relatora da OAB ou prestou depoimento:
Morta a testemunha que depôs a relatora da OAB.
Mas, em geral, contextos elípticos ainda deixariam dúvidas em exemplos do tipo: "Fique a vontade onde está" ou "A sombra das raparigas em flor".
Cheirar a gasolina Cheirar à gasolina
(aspirar o combustível) (feder tal qual o combústivel)
"Fique a vontade onde está" indica que uma entidade metafísica chamada "vontade" deve se manter suspensa ou que o interlocutor da mensagem deve se sentir confortável?
A falta de clareza, por vezes, ocorre na fala, não tanto na escrita. Exemplos de dúvida fonética, sugeridos por Francisco Platão Savioli, professor e coordenador de gramática e texto no Anglo Vestibulares:
- "A noite chegou." Na linguagem falada há ambiguidade; na escrita, com ou sem o acento, não. Alguém chegou à noite, ao escurecer? Ou foi a noite que chegou no fim da tarde? Como saber o sentido de uma frase como essa, sem o acento?
- "Ela cheira a rosa." A afirmação será ambígua, se oral. Se escrita, terá sentidos diferentes, se houver o acento grave no a que precede "rosa" ou se ele for dispensado. "Ela cheira a rosa" significa que a dama aspira o perfume da rosa. Já "ela cheira à rosa" indica que a princesa tem o perfume da flor. Na escrita, com a crase, nem é preciso explicar ou entender o contexto.
- "Matar alguém à fome." Sem acento, alguém mata a própria fome. Com, mata-se alguém pela fome. Como na África ou em ásperas periferias brasileiras.
Sem o sinal diacrítico, construções como essas serão sempre ambíguas. Nesse sentido, a crase pode ser antes um problema de leitura do que prioritariamente de escrita.
| Pintar a máquina (aplicar tintura numa superficie) |
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Embora com expressões adverbiais de instrumento o emprego do acento da crase seja desaconselhado pelos gramáticos, seu uso é frequente no português brasileiro, mesmo quando desnecessário: Escrever a máquina, a mão, a tinta, a caneta (a lápis); ferir a faca (a cacete); calar a bala (a tiro), matar a baioneta (a punhal). Acentua-se, se houver confusão de sentido. Alguém matará uma baioneta? Coisa difícil. Quem aplica o sinal intui um chamado da mensagem ao uso do acento grave de clareza. "Produzir a máquina" será fabricar a máquina ou produzir com a máquina? Então: "Produzir à máquina". Por isso, "pintar a mão" será pintar, desenhar na própria mão, como amantes de tatuagens? Ou pintar com a mão, sem instrumentos, como fazem alguns sensitivos? Então: "Pintar à mão".
Mesmo a regra da crase como índice de contração com "distância" tem sido interpretada pelos usuários do idioma como dependente do contexto.
| Pintar à maquina (usar algum tipo de mecanismo para pintar) |
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"Ficar a distância". "Seguiu-a a distância". "Manteve-se a distância segura". Se a "distância" estiver definida, determinada numericamente, há acento: "Ficou à distância de dois metros" . "Viu o corpo à distância de três passos" .
Influência
Há, no entanto, autores que sempre acentuam o a dessa locução. Não por acaso, dicionários como Houaiss incorporam as diferenças de sentido que os usuários da língua tendem a sentir ao usar a locução.
No sentido de "de longe" e "de um ponto distante", muitos brasileiros sentem que faz sentido usar crase. Exemplo de Houaiss: "a sentinela vigia à distância. Entende-se "à distância" como "localizado a (certa) distância; distante, afastado". No sentido de "ao longe" e "em um ponto distante" não se sentiria a necessidade da crase: "viram algo movendo-se a distância".
O que os usuários intuem do sentido implícito à frase parece influir, por exemplo, no uso da crase com nome próprio feminino, o que torna o acento muitas vezes optativo: "Fizeram uma homenagem à Maria" revela mais intimidade do que "Fizeram uma homenagem a Maria".
Assim também "desenhei a caneta" x "desenhei à caneta"; "a polícia recebeu a bala" x "a polícia recebeu à bala"; "dar à luz" x "dar a luz".
Chegar a noite Chegar à noite
(anoitecer) (chegar tarde)
Expressões
Em crase, a intuição e a generalização de exemplos concretos podem ser mais efetivas que a decoreba de regras.
Se intuímos a regra básica de que só se usa crase diante de palavras femininas quando há uma preposição seguida de um artigo, evitamos ocorrências como "à 80 km", "à correr" ou "à Pedro". Afinal, nunca pensamos em crase com palavras masculinas ou verbos: daí não haver em "a lápis", "a contragosto", "a custo".
Se lembramos que a crase serve para eliminar uma ambiguidade, também evitamos tirar a crase em contextos que pedem, por exemplo, "à beira", "à boca miúda", "à caça". Assim, fica muito mais fácil pensar a crase. (Colaborou João Jonas Veiga Sobral)
| Ensinando a crase |
| João Jonas Veiga Sobral |
| O estudo do uso da crase é excelente oportunidade para o professor ou pais discutirem com seus alunos ou filhos a construção de sentido em um texto, as variantes linguísticas e a ambiguidade. A seguir, uma sugestão de como organizar o conhecimento e ensinar um aluno, um filho, um amigo. Desafios: - Área do conhecimento: Linguagens e Códigos. - Objetivo: Refletir sobre regras, variantes e ambiguidades. - Competências: Reconhecer estruturas e construções de texto, e posições críticas a usos sociais de linguagens e sistema de comunicação. Propostas: - Discutir o uso sintático e estilístico da crase e diferenças entre as variedades escrita e falada, como estratégia linguística; - Analisar textos em que a crase seja essencial na construção do sentido e explicar o conceito de crase como fenômeno fonético. - Debater com os alunos a posição defendida pelos escritores, pelos entrevistados, na revista Língua. Atividade 1: Sondagem - Propor debate a partir da leitura do texto de Língua , com as opiniões de escritores e frases em que ocorram empregos obrigatórios, facultativos e estilísticos da crase. - Solicitar ao aprendiz que exponha suas dificuldades ou razões que defendam ou não a extinção desse uso. (É boa oportunidade para discutir o papel social da linguagem.) Atividade 2: Aplicaçã o - Analise frases em que há ambiguidade: "desenhei a caneta" x "desenhei à caneta"; "compras a vista" x "compras à vista"; "a polícia recebeu a bala" x "a polícia recebeu à bala"; "li até a última página" x "li até à última página"; "bater a porta" x "bater à porta"; "dar à luz" x "dar a luz". - Discutir o uso facultativo do artigo feminino em expressões (adjuntos adverbiais e pronomes possessivos) e o efeito estilístico em cada situação. Mostre que a crase será usada para resolver a ambiguidade, caso o contexto não a explicite. - Analisar empregos da regência dos verbos "chegar" e "ir": "chegou na escola" x "chegou à escola"; "foi na padaria" x "foi à padaria". Discutir a noção de variante linguística e adequação do discurso. - Diferenciar "Cheguei à moto" de "Cheguei na moto". Mostrar a diferença de significado na regência. Analisar a canção Você é Linda, de Caetano Veloso e explicar a diferença de sentido provocado na regência do verbo: "ir no seu íntimo" x "ir ao seu íntimo". Caetano faz declaração de amor da regência do verbo. - Trabalhar Sampa, de Caetano, e mostrar um uso estilístico da crase: "E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho". Peça que se passe o período para ordem direta e levante hipóteses para o uso da crase. - Solicite que se use, na canção Eu Sei que Vou te Amar, de Vinícius de Moares e Tom Jobim, o acento grave no verso "A espera de viver ao lado teu", e que se explique a diferença de sentido provocada. - Aplique exercícios com base no texto de Josué Machado (no rodapé destas páginas). João Jonas Veiga Sobral é professor e tutor educacional da Escola Móbile. |
| A fusão de preposição e artigo |
| A crase indica a fusão de duas vogais iguais numa só. Em particular, interessa aqui a fusão de um a com outro. O primeiro a é preposição, palavra que serve para relacionar duas outras. O segundo a pode ser o artigo definido feminino a, o pronome feminino a, ou o a inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aquilo, no singular ou no plural. A crase em resumo: 1. Preposição a + artigo feminino definido a: É fiel à disciplina partidária. 2. Preposição a + pronome demonstrativo a (= aquela). A jogada do deputado é igual à de todos os outros. 3. Preposição a + vogal a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Os políticos atribuíram a culpa àquele empresário americano. A seguir, dicas que facilitam a vida dos usuários do idioma. (Josué Machado) Troque por masculino Ele foi a reunião x Ele foi à reunião? Em caso de dúvida, troca-se a palavra feminina diante do a por equivalente masculino. Ele foi ao escritório. Portanto: crase. Sempre que a troca exigir ao. Há crase ao lado de termos masculinos quando a palavra "moda" está implícita: Gosta de buchada à FHC. Troque por outra preposição com artigo Usar-se crase se o a puder ser substituído por outra preposição com artigo: "com a", "na" (em a), "para a", "pela" (por a). Não é preciso que a construção correspondente seja perfeita: "Ele foi à CPI?" (Ele foi para a CPI, na CPI). "Escaparam à cassação" (Escaparam da). "Acostumou-se às exigências" (Acostumou-se com as). Àquele, àquilo Se o período exigir preposição a antes de "aquele", "aquilo", há crase mesmo com termos masculinos: "Quero assistir àquele jogo" (a aquele); "Prefiro isto àquilo" (Preferir uma coisa a outra, "a aquilo"). "Quero ver aquele jogo" (ver aquele). Com "casa" Em sentido genérico, de lar, "casa" não vem com a craseado: Ela fugiu com o padeiro e depois voltou a casa. (Saiu de casa, voltou a casa.). Há crase se "casa" está determinada (acompanhada de adjetivo ou pronome): Ela voltou à casa dos pais. (Saiu da casa dos pais, voltou à casa dos pais.) Com "terra" Em sentido genérico, não se usa o acento com a acompanhado da palavra "terra", em oposição a mar ou a bordo: Os piratas vieram a terra. Há crase, no entanto, se houver qualificação ou determinação de terra: Os piratas chegaram cedo à terra dos severinos. Com lugares Veja se o nome do lugar exige artigo (crase) de modo simples: Volto da Amazônia, portanto, "Vou à Amazônia". Volto de Santa Catarina, portanto, "Vou a Santa Catarina". Ou use para em vez de a (à = para a; a = para): Vou para a França, portanto, "Vou à França". Vou para Roma, portanto, "Vou a Roma". Com "uma" e horas determinadas Neste caso, há sinal de crase: "Cheguei à uma hora" (a primeira hora após a meia noite ou ao meio dia). "Abaixo a corrupção - gritaram todos à uma voz". "Concordaram à uma" (ao mesmo tempo, de uma só vez, de comum acordo). Use o acento de crase quando o caso envolver horas determinadas: "Apaixonou-se à uma hora" ("uma" no caso é numeral) ou "Morreu de amor às duas horas". "À vista" Subentende o sentido de "ao alcance da visão", "na presença", "diante de", "de repente", "tornar evidente": "Barco à vista." "Atacou-a à vista de todos." "À vista das provas, confessou." "Foi amor à primeira vista." "O desvio de recursos no mensalão saltou à vista". À vista/a prazo: O a de "à vista", no comércio, em oposição a "a prazo", leva acento por tradição. Alguns o explicam assim: "Compra à vista de dinheiro". |
quarta-feira, 11 de julho de 2012
"Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."
Cora Coralina
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