publicado em 18 de June de 2012 /// por Nando Pereira ///
As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, porém não fazem, é um texto do famoso monge budista francês Matthieu Ricard – que, para quem não se lembra, já foi apresentado como “o homem mais feliz do mundo” e já foi palestrante do TED sobre felicidade. Se a gente olhar bem e for sincero, vamos perceber que todos buscamos algo que está nessa lista, estamos perseguindo algo que fatidicamente não nos tornará feliz – e muitos de nós estamos atrás de mais de um dos itens (e é um pouco assombroso pensarmos que podem existir pessoas perseguindo todos esses itens).
Além de monge, Matthieu Ricard é autor de diversos livros sobre Budismo e Fotografia, como “The Monk and the Philosopher” (um diálogo com seu pai, o filósofo Jean-François Revel), “The Quantum and the Lotus” e “Tibet, An Inner Journey“. PhD em Genética Molecular no Instituto Pasteur, Matthieu não se dedica mais à vida acadêmica, é hoje tradutor francês do XIV Dalai Lama, membro do Mind & Life Institute, dedicado a pesquisas para a compreensão científica da mente, e é o principal coordenador da Associação Karuna-Shechen, dedicada à educação e serviços de cuidado para as pessoas mais velhas. As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, mas que não fazem, segundo Matthieu Ricard, são:
1. Ser rico, poderoso e famoso.
2. Tratar o universo como se fosse um catálogo de pedidos para os nossos caprichos e desejos
3. Desejar a “liberdade” para fazer tudo o que vem à mente. (Isto não é ser livre, mas escravos de nossos pensamentos).
4. Buscar constantemente nossas sensações prazerosas, uma após a outra. (as sensações de prazer rapidamente se desfazem e se tornam até chatas ou desconfortáveis).
5. Querer nos vingar de forma maldosa de qualquer pessoa que tenha nos ferido. (ao fazer isso nós nos tornamos tão ruins quanto eles, e envenenamos nossas mentes).
6. “Se eu tivesse tudo, certamente ficaria feliz”, ou “Se eu tiver isto ou aquilo, eu posso ser feliz.” (tais previsões não são geralmente corretas).
7. Querer sempre ser lisonjeado e nunca enfrentar qualquer tipo de crítica. (o que não nos ajudará a progredir).
8. Eliminar todos os seus inimigos. (A animosidade nunca nos trará a felicidade).
9. Nunca enfrentar as adversidades. (Isto nos faz fracos e vulneráveis).
10. Enfocar os nossos esforços em apenas cuidar de nós mesmos. (o amor altruísta e compaixão são as raízes da verdadeira felicidade).
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Muitos pais apelidam (não tão) carinhosamente de “aborrescência” aquela fase da vida em que, eventualmente, o filho chega da escola e se tranca no quarto até a hora do jantar. O período é complicado e poucos pais sabem como lidar com ele, mas uma coisa é certa: adolescentes ainda precisam dos pais.
Segundo o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, autor do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos” (Editora Integrare), nem tudo que o adolescente faz é por birra ou pura rebeldia. E, antes de culpá-los por um relacionamento distante, os pais também devem notar os próprios erros. Leia entrevista concedida ao Delas.
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Ser um pai ou mãe participativo é o grande desafio na adolescência dos filhos
iG: O que você percebe na relação entre pais e filhos adolescentes hoje em dia que o fez escrever o novo livro? Existem muitas dificuldades?
Leo Fraiman: Ao longo dos últimos anos venho sentindo, tanto como psicoterapeuta quanto como educador, uma onda de abandono muito grande nas famílias brasileiras. Em nome de ser moderno, de ser amigo do filho, de se estar muito ocupado, os pais acabam largando os filhos precocemente, como se os adolescentes não precisassem mais de cuidados. Mas é durante a adolescência que o cérebro está começando a treinar a capacidade de decisão, de consequência dos atos e, com isso, os pais devem continuar por perto.
iG: Como os pais de adolescentes costumam agir diante destas dificuldades?
Leo Fraiman: Criam-se três papéis comuns: os pais negligentes, os permissivos e os autoritários. Essas características podem trazer muitos danos aos jovens. Vejo que eles não querem crescer e acabam desprezando a própria vida: bebem muito, usam drogas, se tornam promíscuos. Eu já ouvi muitos pais dizerem que os filhos não queriam nada com nada, mas isso acontece porque o filho não se sentia amado e cuidado. E então surgiu a ideia do livro, para reafirmar o significado de “família”: pessoas que querem participar umas das vidas das outras e manterem uma cumplicidade entre elas.
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Leo Fraiman: "hoje, não são os adolescentes que não têm limites. São os pais"
iG: Há muitas diferenças entre criar um adolescente no mundo de hoje e na geração anterior?
Leo Fraiman: Muitas. Anteriormente os pais tinham respeito por eles mesmos. O que falavam estava falado e ponto final. Hoje os pais não têm limites. Não é o adolescente que não tem limites, são os pais. Eles querem ir à academia, namorar, curtir a vida, cuidar da carreira e, enquanto isso, deixam o filho com o terapeuta, com a babá, com o personal trainer. Ou seja: com ninguém.
As famílias estão menores, as cidades mais violentas e os adolescentes são criados de uma maneira mais isolada e dentro das redes sociais. Antigamente os filhos tinham que esperar para ganhar presentes, hoje a criança leva um presente para casa ao retornar da padaria com o pai. Vivemos em uma cultura de abandono e imediatismo e é quase como se tivéssemos um padrão adolescente, de que agir como um adolescente é a melhor ideia. O problema em gerar uma cultura em que o melhor é agir como um adolescente é comunicar ao adolescente que ele é o rei do universo – e que crescer é uma porcaria.
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O problema em gerar uma cultura em que o melhor é agir como um adolescente é comunicar ao adolescente que ele é o rei do universo – e que crescer é uma porcaria.
iG: E hoje, qual você acha que é o papel ideal dos pais na vida do filho adolescente?
Leo Fraiman: O papel do pai é ser participativo, mas este é o maior desafio também. O pai participativo é aquele que equilibra afeto e firmeza. Sabe dar carinho, elogio e afago, mas ao mesmo tempo sabe manter a palavra e não cai na chantagem emocional do filho. E é esse o pai que não negocia uma boa educação e os cuidados com a saúde. É aquele pai que se esforça para jantar junto, que vai buscar o filho em uma balada – mas em um horário adequado –, que abraça o filho, que vê o boletim e discute o que está sendo aprendido.
iG: Você afirma que o adolescente pode se afastar dos pais por sentir que não é valorizado. Existem outras razões para isso acontecer?
Leo Fraiman: A vontade de conviver é natural quando o outro me entende, me respeita e se importa. Quando os filhos sentem que os pais estão em uma relação puramente hierárquica, sempre dizendo que o filho precisa ouvir e se explicar, acaba se afastando. Claro que ele tem esta necessidade natural de conversar, de debater e se posicionar, de confrontar e testar limites, mas os pais devem entender que o comportamento do filho nesta hora não é um problema, mas uma característica.
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Capa de "Meu Filho Chegou à Adolescência, e Agora?", de Leo Fraiman
iG: Há características comuns dos adolescentes que acabam sendo vistas como rebeldia?
Leo Fraiman: Assim como na terceira idade é natural uma pessoa caminhar mais lentamente, durante a adolescência, a impulsividade, o mau humor e a vontade de romper limites também são características naturais. Isso acontece de acordo com mudanças neurológicas, e não porque o filho está fazendo algo contra o pai. Os pais costumam achar que é birra, mas é preciso entender a natureza do adolescente e procurar um papel de cúmplice, e não mais de dono da bola.
iG: Como lidar com esta natureza do adolescente?
Leo Fraiman: Se o pai entende que a irritabilidade de um adolescente é natural, por exemplo, ele não ficará tentando colocar imposições no meio do furacão. O filho, às vezes, vai ficar emburrado e nem toda discussão vai acabar bem. Mas o pai não pode se esquivar. O limite, nesta hora, seria o pai entender que o filho está em uma fase singular, com as emoções à flor da pele, quando tudo é mais intenso, e ser autoritário ou muito permissivo é uma péssima ideia. Ser um pai participativo é, realmente, um grande desafio. Mas é a maior chance que os pais têm de colher o mérito no futuro, com uma família unida, saudável e madura.
iG: Além de serem permissivos, negligentes ou autoritários, que outros erros os pais cometem na criação dos filhos adolescentes?
Leo Fraiman: Comparar um filho com o outro, comparar com a própria adolescência, comparar com o ideal. Dizer: “eu queria que você fosse médico, que você fosse diferente do que você é”. Tentar escolher a profissão do filho, não se interessar pela escola do filho, não comparecer a reuniões e falar mal do marido ou da esposa para ele são todos grandes erros. É preciso lembrar que filho é filho: não é terapeuta, não é amigo, nem padre. É filho.
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O pai participativo é aquele que equilibra afeto e firmeza. Sabe dar carinho, elogio e afago, mas ao mesmo tempo sabe manter a palavra e não cai na chantagem emocional do filho.
iG: E é possível os pais contornarem estes erros tão comuns?
Leo Fraiman: O pai precisa entender que sempre é possível contornar, mas o filho tende a desconfiar se o pai se manteve distante por tanto tempo e, de repente, age mesmo como se tivesse um filho. Contornar essa situação é um trabalho de meses – não é em uma semana que o pai irá conseguir mudar a credibilidade. O filho irá se abrir quando sentir que, continuamente, os pais têm esse interesse real. Mas não acontecerá em 15 minutos, se até os 15 anos de idade ele sentiu que os pais não se importavam muito.
iG: Até que ponto os pais podem ajudar o filho adolescente na formação do próprio futuro, sem decidir por ele, nem deixá-lo sozinho?
Leo Fraiman: Eles podem ajudar dando menos opinião e mais informação. Debatendo mais, escutando mais, dando ao filho uma noção maior da importância de todas as profissões, mostrando as opções que hoje existem no mundo. Mas ficar dando palpite é uma atitude tola: os pais até então provavelmente não conhecem todas as opções do mercado, não sabem quais são as grandes tendências e, muitas vezes, não conhecem os filhos. Ajudar a escolher o futuro baseado em palpite pode ser muito perigoso.
iG: Como agem o pai autoritário, o pai permissivo e o pai participativo diante do futuro do filho?
Leo Fraiman: Os pais autoritários usualmente colocam regras, dizem “filho meu não vai fazer isso” e adoram levantar o dedo. Os pais permissivos podem acabar deixando o filho solto e aí, quando vê, ele não quer nada. O pai participativo leva o filho às feiras de educação, vê guias de carreira junto com o adolescente, entra em contato com amigos que trabalham em áreas que o filho se interessa. O pai participativo é um co-piloto e nunca tenta ser o comandante.
Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.
Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.
As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. O teste ao lado é uma forma de mostrar que é preciso rever conceitos. Não se assuste se você pensou que alguns dos itens estivessem corretos - a maioria dos docentes brasileiros tende a concordar com eles. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.
Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula, como mostrou outra pesquisa, da Fundação SM, feita em 2007 com 3,5 mil docentes de todo o país. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo. Em investigação feita em 2006 por Isabel Leme, da Universidade de São Paulo (USP), com 4 mil estudantes das redes pública e privada de São Paulo, mais de 50% deles afirmaram que os conflitos aumentaram mesmo nas escolas que estão cada vez mais rígidas. "O problema é que as intervenções são muito pontuais e imediatistas. O resultado é uma piora nas relações entre alunos e professores e, consequentemente, no comportamento da turma", acredita Adriana de Melo Ramos, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unesp, campus de Rio Claro.
Nesta reportagem, apresentamos sete soluções para você encaminhar o problema. Não se trata de um manual de instruções. As questões ligadas à indisciplina são da natureza humana. Portanto, complexas e incertas. Esse é um ponto de partida para quem convive com o problema. Para se sair bem, é preciso estudar muito e sempre revisitar o tema. Veja também um projeto institucional para a formação da equipe. FALTA DE AUTORIDADE
O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vai procurar algo mais interessante para fazer.... Revista Nova Escola
O problema Deixar a turma sem fazer nada ao corrigir exames ou propor que os alunos confiram as avaliações.
A solução Nesse caso, o antídoto é evitar a ação. Corrigir provas é tarefa do educador, para que ele possa aferir os pontos em que cada um precisa avançar. E o momento certo para isso é na hora-atividade.
2. Exigir que todos falem na socialização
O problema Durante um debate, pedir que todos os estudantes se manifestem, gerando desinteresse e opiniões repetitivas.
A solução O ideal é fazer perguntas como "Alguém tem opinião diferente?" e "E você? Quer acrescentar algo?". Assim, as falas não coincidem e os alunos são incentivados a ouvir e a refletir.
3. Não desafiar alunos adiantados
O problema Crianças que terminam suas tarefas ficam ociosas ao esperar que os demais acabem. Além de perder uma chance de aprender, atrapalham os colegas que ainda estão trabalhando.
A solução Ter uma segunda atividade relacionada ao tema da primeira para contemplar os mais rápidos.
4. Colocar a turma para organizar a sala
O problema A arrumação de carteiras e mesas para trabalhos em grupo e rodas de leitura acaba tomando uma parte da aula maior do que das atividades em si.
A solução Analisar se a mudança na disposição do mobiliário influi, de fato, no aprendizado. Em caso positivo, vale programar arrumações prévias à aula.
5. Falar de atualidades e esquecer o currículo
O problema Abordar o assunto mais quente do momento por várias aulas, o que pode sacrificar o tempo dedicado ao conteúdo.
A solução Dosar o espaço das atualidades e contextualizar o tema. Em Geografia, por exemplo, pode-se falar de deslizamentos de terra relacionando-os aos tópicos de geologia.
6. Realizar atividades manuais sem conteúdo
O problema Pedir que os alunos façam atividades como lembrancinhas para datas comemorativas sem nenhum objetivo pedagógico.
A solução Só propor atividades manuais ligadas a conteúdos curriculares - nas aulas de Artes, por exemplo, para estudar a colagem como um procedimento artístico.
7. Propor pesquisas genéricas
O problema Pedir trabalhos individuais sobre um tema sem nenhum tipo de subdivisão. Como resultado, surgem produções iguais e, muitas vezes, superficiais.
A solução Dividir o tema em outros menores e com indicações claras do que pesquisar. Isso proporciona investigações mais profundas e dinamiza a socialização.
Resta lembrar que nem tudo o que foge ao planejamento é perda de tempo. Questionamentos, por exemplo, são indícios de interesse no assunto ou de que um ponto precisa ser esclarecido. "Para esse tipo de desvio de rota, vale, sim, abrir espaço. Afinal, são atividades reflexivas e que auxiliam na aprendizagem", afirma Cristiane Pelissari, formadora da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.
Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.
Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.
Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índiO.
Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dEla precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.
- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.
Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabEmos quantos milagres precisaremos.
Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior. Sei que você vai passar esta bola pra frente!
Lá vai ela. Jogue de volta para alguém que significa algo para você POIS HOJE É O DIA DO MILAGRE DELE!
Se você recebeu este email Deus tem um milagre para você!!!!!
DE DEUS PARA VOCÊ.
Quando você estiver triste... Vou secar suas lágrimas.
Quando você estiver com medo... Eu lhe darei conforto.
Quando você estiver preocupado... Vou dar-lhe esperança.
Quando você estiver confuso... Vou ajudá-lo a enxergar.
E quando você está perdido... E não pode ver a luz,
Vou ser o seu farol... Brilhando cada vez mais.
EstE é o Meu juramento... Prometo até o fim...
Por que? Você pode perguntar... Porque você é Meu amigo.
“A sociedade realmente cobra muito do professor, um exemplo disso é que o professor esteja ele no lugar onde quer que esteja, em diversas situações e/ou ocasiões, ele é visto sempre como professor, aquela figura que deve dar exemplo, que não pode errar, o que não acontece com qualquer outro profissional. Na escola isso também acontece, o professor muitas vezes, além de sua função de lecionar, é pai, mãe, médico, psicólogo, conselheiro, amigo e é bastante condenado se não fizer seu papel direito.” A afirmação é da professora Solaine Costa, supervisora escolar da Secretaria Municipal de Educação de Travesseiro, e contextualiza uma realidade muito comum na relação entre família e escola.
Para chamar a atenção de pais e responsáveis Solaine destaca que conforme o artigo 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente “toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família.” Os pais são, portanto, os principais educadores dos filhos e não devem se omitir desta responsabilidade, sendo que à escola compete o ensino.
É nessa omissão dos pais, segundo Solaine, que está o grande problema da relação família e escola nos dias atuais. “Com a implantação do turno integral em muitas escolas, os alunos passam grande parte do tempo na escola, o convívio familiar fica restrito à noite e aos finais de semana, os alunos que não frequentam o turno integral, mas que têm tanto pai como mãe em jornada dupla de trabalho, também passam por esta situação. Resultado disso é que a escola torna-se responsável não só pela aprendizagem, mas também pela educação moral e social da criança”, revela a professora.
Pais devem participar da vida escolar
Na opinião da supervisora, é na família que a criança vai conhecer os valores que irão marcá-la e que vai cultivar ao longo de sua vida: “Mas é natural que os pais deleguem algumas funções educativas à escola, como, por exemplo, o ensino das várias disciplinas apropriadas a cada faixa etária, mas daí não se pode concluir que possam abandonar essas funções delegadas. Aliás, somente se delega aquilo que é próprio. E em sendo delegada tal atribuição, cabe aos pais acompanhar como está sendo desempenhada.”
Neste sentido, ela concebe como muito importante que haja uma relação de coerência entre a escola e a família. No seu entendimento, o encontro entre estas duas entidades não deve ocorrer apenas em reuniões ou quando os pais são convocados para conversas sobre o filho. A família tem o direito e dever de participar da vida escolar do filho, deve ter conhecimento da proposta pedagógica da escola.
A escola, por sua vez, deve expor aos pais sua forma de trabalhar, seu plano político pedagógico e proporcionar momentos em que eles ajudem e opinem sobre este processo. É importante também que os pais sejam conhecedores das notas da escola de seu filho em avaliações como a Prova Brasil, por exemplo. Ações como esta motivam os pais e dão crédito ao trabalho feito na escola.
Supervisora Solaine afirma que os pais são os principais educadores dos filhos e não devem se omitir desta responsabilidade ( Travesseiro/Alto Taquari)
Por Sonia das Graças Oliveira Silva
Hoje em dia há a necessidade de a escola estar em perfeita sintonia com a família. A escola é uma instituição que complementa a família e juntas tornam-se lugares agradáveis para a convivência de nossos filhos e alunos. A escola não deveria viver sem a família e nem a família deveria viver sem a escola. Uma depende da outra na tentativa de alcançar o maior objetivo, qual seja, o melhor futuro para o filho e educando e, automaticamente, para toda a sociedade.
Um ponto que faz a maior diferença nos resultados da educação nas escolas é a proximidade dos pais no esforço diário dos professores. Infelizmente, são poucas as escolas que podem se orgulhar de ter uma aproximação maior com os pais, ou de realizarem algumas ações neste sentido. Entretanto, estas ações concretas, visando atrair os pais para a escola, podem ser uma ótima saída para formar melhor os alunos dentro dos padrões de estudos esperados e no sentido da cidadania.
Atualmente, os pais devem estar cada vez mais atentos aos filhos, ao que eles falam, o que eles fazem, as suas atitudes e comportamentos. E, apesar de ser difícil, a escola também precisa estar atenta. Eles se comunicam conosco de várias formas: através de sua ausência, de sua rebeldia, seu afastamento, recolhimento, choro, silêncio. Outras vezes, grito, zanga por pouca coisa, fugas, notas baixas na escola, mudanças na maneira de se vestir, nos gestos e atitudes. Os pais devem perceber os filhos. Muitas vezes, através do comportamento, estão querendo dizer alguma coisa aos pais. E estes, na correria do dia-a-dia, nem prestam atenção àqueles pequenos detalhes.
Por vezes, os jovens estão tentando pedir ajuda e, mesmo achando que o filho ultimamente está “meio estranho”, muitos pais consideram isso como normal, “coisa de adolescente”, vai passar, é só uma fase. Há que se observar estes sinais. Podem dizer muito de problemas que precisam ser solucionados, como inadequação, dificuldades nas disciplinas, com os colegas, com os professores, e outras causas.
Aí entra a parceria família/escola. Uma conversa franca dos professores com os pais, em reuniões simples, organizadas, onde é permitido aos pais falarem e opinarem sobre todos os assuntos, será de grande valia na tentativa de entender melhor os filhos/alunos. A construção desta parceria deveria partir dos professores, visando, com a proximidade dos pais na escola, que a família esteja cada vez mais preparada para ajudar seus filhos. Muitas famílias sentem-se impotentes ao receberem, em suas mãos os problemas de seus filhos que lhe são passados pelos professores, não estão prontas para isso.
É necessária uma conscientização muito grande para que todos se sintam envolvidos neste processo de constantemente educar os filhos. É a sociedade inteira a responsável pela educação destes jovens, desta nova geração.
As crianças e jovens precisam sentir que pertencem a uma família. Sabe-se que a família é a base para qualquer ser, não se refere aqui somente família de sangue, mas também famílias construídas através de laços de afeto. Família, no sentido mais amplo, é um conjunto de pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas, de construírem algo e de se complementarem. É através dessas relações que as pessoas podem se tornar mais humanas, aprendendo a viver o jogo da afetividade de modo mais adequado.
Percebe-se que muito tem sido transferido da família para a escola, funções que eram das famílias: educação sexual, definição política, formação religiosa, entre outros. Com isso a escola vai abandonando seu foco, e a família perde a função. Além disso, a escola não deve ser só um lugar de aprendizagem, mas também um campo de ação no qual haverá continuidade da vida afetiva. A escola que funciona como quintal da casa poderá desempenhar o papel de parceira na formação de um indivíduo inteiro e sadio. É na escola que deve se conscientizar a respeito dos problemas do planeta: destruição do meio ambiente, desvalorização de grupos menos favorecidos economicamente, etc.
Na escola deve-se falar sobre amizade, sobre a importância do grupo social, sobre questões afetivas e respeito ao próximo.
Reforço aqui a necessidade de se estudar a relação família/escola, onde o educador se esmera em considerar o educando, não perdendo de vista a globalidade da pessoa, percebendo que, o jovem, quando ingressa no sistema escolar, não deixa de ser filho, irmão, amigo, etc.
A necessidade de se construir uma relação entre escola e família, deve ser para planejar, estabelecer compromissos e acordos mínimos para que o educando/filho tenha uma educação com qualidade tanto em casa quanto na escola.
As expressões variam nas escolas brasileiras: "dever de casa", "tarefa de casa", lição de casa", "tema", "exercício". Denominam a tarefa que o aluno deverá realizar fora do horário escolar regular.
A polêmica, porém é a mesma. Seria essa a melhor forma de promover o aprendizado? Que tipo de atividade seria melhor privilegiar com esse objetivo? Alunos têm razão em reclamar que ficam cansados? Pais têm razão em reclamar que há responsabilidades demais sendo passadas para seus filhos? Professores têm razão em reclamar de alunos desatentos e relapsos para com os seus deveres?
Essas questões permeiam o cotidiano de qualquer escola. De saída, vale observar os resultados de uma pesquisa feita com alunos. A pergunta "Qual a opinião de vocês sobre o dever de casa?" foi respondida, pela grande maioria, com falas que denotam o reconhecimento de sua importância na "fixação dos conteúdos".
A literatura pedagógica corrobora esse ponto. Klingberg (ver obs.1) afirma que o processo didático se desenvolve durante a aula mas também em outras formas de organização da instrução e da educação". Entre elas, o dever de casa, como "trabalhos escolares ou tarefas de aprendizagem que o aluno resolve sem a ajuda direta do professor e fora do tempo de aula". De acordo com Klingberg, o dever de casa tem os mesmos objetivos didáticos da aula; a diferença está no fato de que as tarefas fora de sala de aula provocam nos alunos maior independência. Os deveres de casa são, portanto, um elemento importante do processo pedagógico, cumprindo, além disso, função social, ao servir de elo de ligação entre a escola e a casa.
A discussão começa quando analisamos as respostas dos alunos às perguntas seguintes: “Como o dever de casa poderia ser mais criativo?” e “O dever de casa ajuda a estudar?” Novamente houve concentração de respostas, mas desta vez a esmagadora maioria dos alunos expressou insatisfação em relação à forma das tarefas, o que , como conseqüência, acaba interferindo no resultado final que elas pretendem alcançar.
Captou-se no questionário um “sentimento geral” de que as tarefas poderiam ser mais criativas. Evidentemente, essa constatação deve ser analisada levando-se em conta a natural resistência do aluno à realização de tarefas suplementares e a sua vontade de que elas sejam sempre mais “fáceis” e “divertidas”.
De toda forma, é importante notar que é possível ao professor tornar os deveres mais estimulantes, de modo a provocar o empenho do aluno. É sempre desejável que o professor procure trazer a mais árida tarefa para a esfera de interesse das crianças e adolescentes, seja aplicando o tema a situações cotidianas e conhecidas do aluno, seja utilizando novos materiais, seja fazendo representações etc. Como indicação dos desejos dos alunos, elencamos as respostas dadas no questionário: atividades de pesquisa, trabalhos em grupo, atividades lúdicas, uso de pinturas, gravuras ou desenhos, palavras-cruzadas, gincanas, atividades ao ar livre e jogos.
Como lembra Martha Guanaes Nogueira, em Tarefa de Casa – Uma violência consentida? (ver obs.2), os educadores vêm privilegiando o ensinar, em detrimento do aprender. “A sociedade há muito requer da educação uma postura de vanguarda, novos parâmetros. A fim de poder cumprir tal tarefa, urge que os educadores redefinam seu papel na aprendizagem e, consequentemente, o do aluno também”, afirma a autora. Não estaria essa necessidade transparecida no pedido dos alunos por mais “criatividade”?
Ainda segundo Nogueira, como tem sido praticada na maioria das escolas, a tarefa de casa se enquadra na proposta da escola tradicional. “Na maioria das vezes, ela é realizada de forma mecânica, por obrigação ou necessidade, apenas para cumprir uma exigência escolar, como atividade sem significado para o aluno”.
A autora salienta a importância de se incluir o aluno no processo, subvertendo a idéia de que tudo parte e gira tão somente em torno do professor. O aluno pode, e deve, ser chamado a participar ativamente, num movimento de despertar de responsabilidade e interesse.
Afirma John Brubacher, em A importância da teoria em educação, citado por Nogueira: “O resultado da lição herbatiana (ver obs.3) é prefigurado desde o começo. É uma conclusão prevista”. É uma visão mecanicista do ato pedagógico que destoa dos objetivos primeiros desse mesmo ato: formar cidadãos conscientes e inseridos no mundo. A tarefa de casa, se é meramente reprodutiva, e não estimulativa, não contribui para formar os alunos para os desafios que a sociedade lhes impõe.
Portanto, em guisa de conclusão, a discussão não se concentra no questionamento da validade das tarefas de casa. Elas têm sua função na promoção aprendizagem de conteúdos e compõem uma unidade didática com a aprendizagem em sala de aula
Cabe, no entanto, a discussão sobre a forma e sobre a melhor maneira de fazer das tarefas um aliado do desenvolvimento cognitivo e social do aluno.
Identificar a melhor forma de aprender garante o sucesso
Existem vários alunos que são bons, participam das aulas, fazem trabalhos bem feitos e os entrega no dia marcado pelo professor, que estudam para as provas, mas que nem sempre atingem as notas desejadas nas mesmas.
Isso acontece por vários motivos: talvez o estudante esteja deixando para rever a matéria apenas um dia antes da prova e dessa forma não consegue, por falta de tempo, esclarecer as dúvidas com o professor ou mesmo com um colega; muita matéria sem fazer, acumulada, como tarefas de casa e exercícios extras para reforçar o aprendizado do conteúdo; conversas na sala de aula são um dos fatores que mais prejudicam, pois o aluno perde as explicações do professor e depois não conseguirá aprender a matéria sozinho; perder a concentração na aula, deixando o pensamento longe, preocupado com assuntos que não são da escola; dentre vários outros.
É importante que o aluno perceba, descubra quais as formas de estudar que mais lhe ajude a fixar os conteúdos. Elas podem ser através da fala, onde o aluno tem a necessidade de ler em voz alta; repetir essa a fala, na hora da escrita, ao fazer os exercícios; da visão, somente com a leitura silenciosa; pela escrita, além de ler o aluno precisa registrar o conteúdo graficamente – isso pode acontecer fazendo-se pequenos textos de resumo ou mesmo esquemas que são mais práticos; através da associação do conteúdo com exemplos do cotidiano do aluno, ou seja, fazer ligação com sua própria vida.
Quando o estudante consegue identificar quais as melhores maneiras de memorizar os conteúdos escolares passa a estudar melhor, percebe que o resultado de seu trabalho passa a aparecer, melhorando sua auto-estima e motivação. Dessa forma procura se esforçar a cada dia, através da credibilidade adquirida por seus esforços.
Quem ainda não conseguiu identificar as melhores formas para obter bons resultados nas notas escolares, pode ainda procurar um profissional da área, especificamente um psicopedagogo, a fim de que este lhe auxilie nessas descobertas.
O importante é procurar segurança naquilo que faz e não deixar ir em vão todos os seus esforços diante do processo de aprendizagem.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Este texto, muito antigo, não perdeu sua característica de curiosidade linguística e permanece atraente. Muitos de vocês, meninos e meninas, não o conhecem ainda. Aproveitem-no!
A LETRA "P"
Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...
O cara que escreveu isso é bom em português, mas deve ser maluco e dispõe de muito tempo.
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais.
Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando... ' Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.
Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Uma aula diferente. Os profissionais da área, convidaram as turmas de 5º ano, para conhecerem um pouco do trabalho da corporação da Defesa Civil que se encontra diretamente ligada à Polícia Militar.
Além de mostrarem as dependências da corporação , onde ficam o material de trabalho, os alunos receberam uma fala, explicando como funciona o dia-a-dia dos Bombeiros. Como culminância ganharam um passeio de caminhão pela cidade.
No dia 02 de julho comemora-se o dia do bombeiro, uma corporação da Defesa Civil que se encontra diretamente ligada à Polícia Militar.
A data foi decretada oficial no Brasil no ano de 1954, e hoje já somam cento e cinquenta e dois anos de existência.
Os primeiros registros dos serviços do Corpo de Bombeiro no Brasil surgiram no ano de 1856, quando o imperador D. Pedro II assinou um decreto que caracterizava a diminuição dos incêndios.
Antes da criação dessa corporação, as pessoas apagavam os incêndios contando com a ajuda de vizinhos e amigos, além de contar com a boa sorte de se encontrar água em abundância na localidade. As latas iam passando de mão em mão, até chegaram ao local do incêndio, de forma bem simples e arriscada, podendo causar maiores danos, em razão da falta de preparo das pessoas.
Hoje em dia podemos acessar o corpo de bombeiros através do telefone 193, um número que atende localidades de todo o país. Mas esse número deve ser preservado de trotes e brincadeiras de mau gosto, pois podem atrapalhar no salvamento de vidas que estejam em perigo.
A profissão de bombeiro é muito bonita e deveria ser mais valorizada, pois colocam suas vidas em perigo para salvar a vida de outras pessoas.
Além de servirem para apagar fogo, esses profissionais são preparados para fazer resgates de pessoas que correm risco de perder a vida, socorrer animais em situações difíceis, asfixia, tentativa de suicídio, afogamentos e traumas em acidentes, desaparecimentos em florestas e matas, etc.
Fazem ainda a fiscalização em empresas, garantindo condições de primeiros atendimentos em caso de incêndios, onde as mesmas devem manter extintores cheios e oferecer equipamentos de segurança aos funcionários.
Os bombeiros também desenvolvem projetos sociais e educativos, levando para as escolas orientações a jovens e crianças sobre formas de evitar acidentes, cuidados em represas, piscinas e praias, cuidados com álcool e fogo, acidentes em brincadeiras, não mexer em produtos de limpeza, não ingerir remédios sem orientação de pessoas adultas, dentre várias outras. Além desses, mostram o quanto é importante ter atitudes corretas enquanto cidadãos, como manter a ordem de nossas cidades, respeitar as leis e cumprir com nossas obrigações.
Esse trabalho é muito importante, pois através da prevenção levam para os estudantes orientações que podem evitar acidentes, tornando-os mais responsáveis em suas atitudes.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Violência verbal por parte de mestres e estudantes são comuns nas escolas brasileiras
A indisciplina nas salas de aula, a falta de respeito e a violência (verbal e física) são preocupações constantes em algumas escolas públicas. Não só entre os estudantes, mas também entre eles e os professores. De um lado, adolescentes que não respeitam a hierarquia da escola; de outro, mestres que abusam da sua posição para mostrarem-se superiores. Esse conflito desgasta o convívio escolar, torna a aprendizagem complicada e faz cair a qualidade que ainda resta em algumas instituições públicas.
O maior caso de reclamações de desrespeito em salas de aula nas instituições públicas está ligado à relação professor/aluno. Helena Cordeiro dos Santos, professora de geografia do Colégio Municipal Papa João XXIII, conta que alguns alunos procuram medir forças com o professor por uma questão de afirmação ou aceitação no grupo. Para ela, esses problemas de relacionamento não são culpa somente da família. “Acho que é uma mistura de tudo: família, amigos, ambiente escolar.” A professora afirma que a profissão se torna sofrida com as constantes agressões. “Todo mundo tem vontade de se aposentar, é muito desgastante. Se na primeira aula você já escuta um desaforo, desanima para o resto do dia”.
Para o psicólogo e mestre em educação Josafá Moreira da Cunha, o ambiente escolar é fator fundamental para formar o caráter do aluno. O especialista afirma que muitas escolas tentam isentar-se dessa culpa e negam que seja problema delas a falta de disciplina do aluno em classe. “Não adianta culpar só a família, pois as relações fora de casa influenciam nas atitudes do adolescente”.
Já a coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, Eliane Ovelar, acredita que a escola tem que intervir para tentar superar a agressividade dos alunos ou futuras complicações com professores. “A violência varia de escola para escola, mas não podemos esperar o delito para tomarmos alguma atitude”. Contudo, a coordenadora afirma que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dá uma proteção exacerbada ao aluno, o que pode deixar os professores e diretores sem saídas para algumas situações de violência interpessoal em sala de aula.
A Secretaria de Educação do Paraná tem programas de enfrentamento à violência nas escolas, mas os projetos não incluem pesquisas sobre violência verbal e psicológica. As estatísticas baseiam-se no número de ocorrências registradas pela Patrulha Escolar, grupo especial da Polícia Militar que cuida de casos de infrações em ambientes escolares. Para Eliane, não se deve esperar ajuda quanto a projetos de acompanhamento psicológico – tanto para alunos quanto para professores – por parte do Estado. “Deve-se agir por conta. Algumas orientações até são válidas, mas na prática é diferente.”
Quando a agressão parte dos mestres
Josafá aponta que, em alguns casos, a agressão pode partir do próprio professor – e estimular a violência em crianças e adolescentes. “O simples fato de ser irônico com algum aluno pode ser caracterizado como desrespeito”. A professora Helena admite que alguns professores desrespeitam os alunos, o que torna preocupante a formação dos estudantes na escola. “Isso pode parecer, para o aluno, que o contrário também seja possível”.
João Gustavo Hass é estudante do terceiro ano do ensino médio. Ele conta que um dos maiores problemas de sua classe é o desrespeito por parte de quem deveria ensinar. “Os professores agem de uma forma muito agressiva ao responder aos alunos. Tem acontecido muita briga por causa de discussão entre alunos e professores”. O estudante conta que as humilhações são freqüentes e que os mestres, ao invés de instruir, preferem apontar os erros do aluno perante a classe. Contudo, o estudante tem uma visão crítica do fato e também admite a parcela de culpa dos alunos nas agressões. “Alunos e professores ficam de ‘saco cheio’ com essa falta de respeito. Sobra pra quem precisa estudar”.
Perseguição entre alunos
Problemas de relacionamento e falta de respeito não giram, contudo, só no âmbito professor/aluno. As relações entre os próprios estudantes são conflituosas e violentas. Em alguns aspectos, as agressões verbais são chamadas de Bulling – nome característico referente às perseguições a alguns alunos por aparência, raça, etnia, entre outros aspectos. O psicólogo Josafá alerta para as peculiaridades dos alunos que perseguem seus colegas. “Geralmente são pessoas inseguras, que se filiam a um bando e perseguem alguém para se auto-afirmarem”.
Em uma pesquisa feita pelo especialista, constatou-se que os transtornos psicológicos estão relacionados aos estudantes mais agressivos. Dentre os 850 alunos entrevistados em quatro estados brasileiros (PR, MG, GO e PI), o maior índice de depressão encontrava-se naqueles que cometiam a agressão (11%), e não nos que sofriam humilhações (6,6%). Josafá explica que este comportamento se deve a um histórico psicológico e de comportamento já deturpado do agressor, como problemas de família ou de autoconfiança. “É uma situação que desencadeia mais facilmente síndromes como a depressão e outros problemas comportamentais”.
Mundos nem tão diferentes
Quando se fala em violência nas escolas, o pensamento logo encontra apoio em escolas públicas. Não são raros os registros que confirmam os altos índices de violência em instituições de ensino público – o que não elimina do quadro escolas particulares.
Carolina Comel, estudante do primeiro ano do ensino médio confirma o fato. A falta de respeito entre alunos e professores existe também em colégios particulares, mesmo que não seja evidente. “Acontecem bastantes brincadeiras entre os professores e alunos, mas às vezes algumas ficam chatas”. Carolina afirma que a questão é mais nítida na relação entre os alunos. “Nos colégios particulares têm muito disso, de ficar tirando um com a cara do outro. Eu acho que deveria ter mais respeito, ninguém é perfeito e quem faz isso (perseguições a colegas) não pensa o quanto pode prejudicar”.
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Não tenham medo de ser firmes comigo. Eu prefiro assim, pois sua firmeza me traz segurança.
Não me tratem com excesso de mimos. Nem tudo que peço e desejo ... me convém.
Não me corrijam na frente de outras pessoas. Prestarei muito mais atenção se vocês falarem comigo baixinho e a sós.
Não permitam que eu forme maus hábitos. Dependo de vocês para descobrir o que é certo, ou errado, na minha idade.
Não façam promessas apressadas. Lembrem-se de que me sinto mal, quando as promessas não são cumpridas.
Não me protejam das conseqüências dos meus atos. Às vezes, preciso aprender através da dor.
Não sejam falsos ou mentirosos. A falsidade me deixa confusa, desnorteada. E acabo perdendo a confiança em vocês.
Não me incomodem com ninharias. Se assim agirem, terei de proteger-me, aparentando surdez.
Nunca dêem a impressão de ser perfeitos ou infalíveis. O choque será grande demais quando eu descobrir que vocês estão longe disso.
Não digam que meus temores são tolices. Eles são terrivelmente reais. Se vocês usarem de compreensão para comigo, ficarei mais serena e tranqüila.
Não deixem sem resposta as minhas perguntas. Do contrário deixarei de fazê-las, buscando informações em algum outro lugar.
Não julguem humilhante um pedido de desculpas. Um perdão sincero torna-me surpreendentemente mais calorosa para com vocês.
Não subestimem a minha capacidade de imitação. Eu estarei sempre seguindo os seus passos com a certeza de que me conduzem pelo caminho certo.
Habituem-se a ouvir meus apelos silenciosos. Nem sempre consigo expressar meus sentimentos com palavras.
Respeitem as minhas limitações e fragilidades. Nem sempre consigo fazer tudo o que os deixa orgulhosos.
Ensinem-me a amar a Deus, pois não quero ser um adulto sem fé nem esperança. E não se esqueçam jamais que, para desabrochar e florescer, preciso de muita compreensão e carinho e, acima de tudo, de muito amor...
Com o passar dos anos, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas pelos radicais livres levando a uma diminuição no ritmo de produção de energia, comprometendo assim a atuação dos neurônios e prejudicando o bom funcionamento mental.
Estudos tem mostrado que uma dieta equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do cérebro. Cientistas da Universidade de Tufts, uma das mais renomadas Instituições de pesquisas dos EUA, estão empenhados em mostrar que a alimentação adequada contribui para evitar o declínio das funções cognitivas e prevenir doenças degenerativas progressivas como o Alzheimer, que ocasiona esquecimento, dificuldade de raciocínio e alterações de comportamento.
Frutas, vegetais, sementes, nozes e grãos contem diversos compostos que melhoram as conexões entre as células nervosas. Trabalhos realizados no Brasil pela Unifesp também confirmam estes estudos.
Conheça alimentos que devem ter lugar em suas refeições:
OVO: É a principal fonte de colina, que não só participa da formação de novos neurônios, com ajuda a reparar as células cerebrais danificadas. Fora isso, constitui a matéria prima da acetilcolina, neurotransmissor fundamental para a memória e o aprendizado. O ovo ainda é fonte de proteína de alto valor biológico, fornecendo diversas vitaminas do complexo B, facilitando a comunicação entre os neurônios.
PEIXE: O peixe alimenta o cérebro e a memória. Os de água fria como anchova, arenque, atum, salmão, sardinha, cavala, fornecem os ácidos graxos benéficos do tipo ômega 3 que protegem os neurônios contra os radicais livres. Os peixes também fornecem a Vitamina D que contribui para a renovação dos neurônios.
FRUTAS VERMELHAS: Segundo pesquisadores, a amora mostrou-se capaz de reverter déficits de memória associados à idade. Segundo eles a reversão de danos cognitivos é atribuída à presença de flavonóides, que exercem efeitos benéficos na aprendizagem e na memória porque protegem os neurônios. Outras frutas ricas em flavonóides: mirtilo, ameixa preta, amora, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas.
MAÇÃ: Segundos estudos,é uma das principais fontes de fisetina, composto que favorece o amadurecimento das células nervosas e estimula os mecanismos cerebrais associados à memória.
FRUTAS E VEGETAIS AMARELOS: Mamão, manga, pêssego, cenoura e abóbora. São alimentos fontes de betacaroteno, antioxidante que combate o envelhecimento celular.
CARNES, AVES, GRÃOS INTEGRAIS, LEGUMINOSAS, LEITE E DERIVADOS: São fontes de vitamina do complexo B. Ajudam a regular a transmissão entre os neurônios. Na carne vermelha você encontra também o ferro que pode colaborar com a boa memória.
Aproveite, tenha uma alimentação variada e consuma todos os grupos alimentares diariamente.
A dor que dói mais Martha Medeiros Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.