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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Este texto, muito antigo, não perdeu sua característica de curiosidade linguística e permanece atraente. Muitos de vocês, meninos e meninas, não o conhecem ainda. Aproveitem-no!


A LETRA "P"

Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...

O cara que escreveu isso é bom em português, mas deve ser maluco e dispõe de muito tempo.

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais.
Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando... '
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cora Coralina

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Ainda que eu fale a língua dos anjos, se não tiver amor, nada serei I Co...

Escola Estadual Nicolau Müssnich, Turma de 5ºano, em visitação ao corpo de Bombeiros de Estrela.

Uma aula diferente. Os profissionais da área, convidaram as turmas de 5º ano, para conhecerem um pouco do trabalho da corporação da Defesa Civil que se encontra diretamente ligada à Polícia Militar.
Além de mostrarem as dependências da corporação , onde ficam o material de trabalho, os alunos receberam uma fala, explicando como funciona o dia-a-dia dos Bombeiros. Como culminância ganharam um passeio de caminhão pela cidade.

Dia do Bombeiro Brasileiro

No dia 02 de julho comemora-se o dia do bombeiro, uma corporação da Defesa Civil que se encontra diretamente ligada à Polícia Militar.
A data foi decretada oficial no Brasil no ano de 1954, e hoje já somam cento e cinquenta e dois anos de existência.
Os primeiros registros dos serviços do Corpo de Bombeiro no Brasil surgiram no ano de 1856, quando o imperador D. Pedro II assinou um decreto que caracterizava a diminuição dos incêndios.
Antes da criação dessa corporação, as pessoas apagavam os incêndios contando com a ajuda de vizinhos e amigos, além de contar com a boa sorte de se encontrar água em abundância na localidade. As latas iam passando de mão em mão, até chegaram ao local do incêndio, de forma bem simples e arriscada, podendo causar maiores danos, em razão da falta de preparo das pessoas.
Hoje em dia podemos acessar o corpo de bombeiros através do telefone 193, um número que atende localidades de todo o país. Mas esse número deve ser preservado de trotes e brincadeiras de mau gosto, pois podem atrapalhar no salvamento de vidas que estejam em perigo.
A profissão de bombeiro é muito bonita e deveria ser mais valorizada, pois colocam suas vidas em perigo para salvar a vida de outras pessoas.
Além de servirem para apagar fogo, esses profissionais são preparados para fazer resgates de pessoas que correm risco de perder a vida, socorrer animais em situações difíceis, asfixia, tentativa de suicídio, afogamentos e traumas em acidentes, desaparecimentos em florestas e matas, etc.
Fazem ainda a fiscalização em empresas, garantindo condições de primeiros atendimentos em caso de incêndios, onde as mesmas devem manter extintores cheios e oferecer equipamentos de segurança aos funcionários.
Os bombeiros também desenvolvem projetos sociais e educativos, levando para as escolas orientações a jovens e crianças sobre formas de evitar acidentes, cuidados em represas, piscinas e praias, cuidados com álcool e fogo, acidentes em brincadeiras, não mexer em produtos de limpeza, não ingerir remédios sem orientação de pessoas adultas, dentre várias outras. Além desses, mostram o quanto é importante ter atitudes corretas enquanto cidadãos, como manter a ordem de nossas cidades, respeitar as leis e cumprir com nossas obrigações.
Esse trabalho é muito importante, pois através da prevenção levam para os estudantes orientações que podem evitar acidentes, tornando-os mais responsáveis em suas atitudes.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola


Nossa Natureza


Colorindo Mandala


Poema - Ser Adolescente



quarta-feira, 27 de junho de 2012

O medo do Amor

 Medo de amar?
 Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Martha Medeiros

Violência com palavras na sala de aula prejudica o aprendizado


Reportagem Camila Scarpi
Edição Rodrigo Batista
CAMILA SCARPI 
Violência verbal por parte de mestres e estudantes são comuns nas escolas brasileiras
A indisciplina nas salas de aula, a falta de respeito e a violência (verbal e física) são preocupações constantes em algumas escolas públicas. Não só entre os estudantes, mas também entre eles e os professores. De um lado, adolescentes que não respeitam a hierarquia da escola; de outro, mestres que abusam da sua posição para mostrarem-se superiores. Esse conflito desgasta o convívio escolar, torna a aprendizagem complicada e faz cair a qualidade que ainda resta em algumas instituições públicas.

O maior caso de reclamações de desrespeito em salas de aula nas instituições públicas está ligado à relação professor/aluno. Helena Cordeiro dos Santos, professora de geografia do Colégio Municipal Papa João XXIII, conta que alguns alunos procuram medir forças com o professor por uma questão de afirmação ou aceitação no grupo. Para ela, esses problemas de relacionamento não são culpa somente da família. “Acho que é uma mistura de tudo: família, amigos, ambiente escolar.” A professora afirma que a profissão se torna sofrida com as constantes agressões. “Todo mundo tem vontade de se aposentar, é muito desgastante. Se na primeira aula você já escuta um desaforo, desanima para o resto do dia”.

Para o psicólogo e mestre em educação Josafá Moreira da Cunha, o ambiente escolar é fator fundamental para formar o caráter do aluno. O especialista afirma que muitas escolas tentam isentar-se dessa culpa e negam que seja problema delas a falta de disciplina do aluno em classe. “Não adianta culpar só a família, pois as relações fora de casa influenciam nas atitudes do adolescente”.

Já a coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, Eliane Ovelar, acredita que a escola tem que intervir para tentar superar a agressividade dos alunos ou futuras complicações com professores. “A violência varia de escola para escola, mas não podemos esperar o delito para tomarmos alguma atitude”. Contudo, a coordenadora afirma que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dá uma proteção exacerbada ao aluno, o que pode deixar os professores e diretores sem saídas para algumas situações de violência interpessoal em sala de aula.

A Secretaria de Educação do Paraná tem programas de enfrentamento à violência nas escolas, mas os projetos não incluem pesquisas sobre violência verbal e psicológica. As estatísticas baseiam-se no número de ocorrências registradas pela Patrulha Escolar, grupo especial da Polícia Militar que cuida de casos de infrações em ambientes escolares. Para Eliane, não se deve esperar ajuda quanto a projetos de acompanhamento psicológico – tanto para alunos quanto para professores – por parte do Estado. “Deve-se agir por conta. Algumas orientações até são válidas, mas na prática é diferente.”

Quando a agressão parte dos mestres

Josafá aponta que, em alguns casos, a agressão pode partir do próprio professor – e estimular a violência em crianças e adolescentes. “O simples fato de ser irônico com algum aluno pode ser caracterizado como desrespeito”. A professora Helena admite que alguns professores desrespeitam os alunos, o que torna preocupante a formação dos estudantes na escola. “Isso pode parecer, para o aluno, que o contrário também seja possível”.

João Gustavo Hass é estudante do terceiro ano do ensino médio. Ele conta que um dos maiores problemas de sua classe é o desrespeito por parte de quem deveria ensinar. “Os professores agem de uma forma muito agressiva ao responder aos alunos. Tem acontecido muita briga por causa de discussão entre alunos e professores”. O estudante conta que as humilhações são freqüentes e que os mestres, ao invés de instruir, preferem apontar os erros do aluno perante a classe. Contudo, o estudante tem uma visão crítica do fato e também admite a parcela de culpa dos alunos nas agressões. “Alunos e professores ficam de ‘saco cheio’ com essa falta de respeito. Sobra pra quem precisa estudar”.

Perseguição entre alunos

Problemas de relacionamento e falta de respeito não giram, contudo, só no âmbito professor/aluno. As relações entre os próprios estudantes são conflituosas e violentas. Em alguns aspectos, as agressões verbais são chamadas de Bulling – nome característico referente às perseguições a alguns alunos por aparência, raça, etnia, entre outros aspectos. O psicólogo Josafá alerta para as peculiaridades dos alunos que perseguem seus colegas. “Geralmente são pessoas inseguras, que se filiam a um bando e perseguem alguém para se auto-afirmarem”.

Em uma pesquisa feita pelo especialista, constatou-se que os transtornos psicológicos estão relacionados aos estudantes mais agressivos. Dentre os 850 alunos entrevistados em quatro estados brasileiros (PR, MG, GO e PI), o maior índice de depressão encontrava-se naqueles que cometiam a agressão (11%), e não nos que sofriam humilhações (6,6%). Josafá explica que este comportamento se deve a um histórico psicológico e de comportamento já deturpado do agressor, como problemas de família ou de autoconfiança. “É uma situação que desencadeia mais facilmente síndromes como a depressão e outros problemas comportamentais”.

Mundos nem tão diferentes

Quando se fala em violência nas escolas, o pensamento logo encontra apoio em escolas públicas. Não são raros os registros que confirmam os altos índices de violência em instituições de ensino público – o que não elimina do quadro escolas particulares.

Carolina Comel, estudante do primeiro ano do ensino médio confirma o fato. A falta de respeito entre alunos e professores existe também em colégios particulares, mesmo que não seja evidente. “Acontecem bastantes brincadeiras entre os professores e alunos, mas às vezes algumas ficam chatas”. Carolina afirma que a questão é mais nítida na relação entre os alunos. “Nos colégios particulares têm muito disso, de ficar tirando um com a cara do outro. Eu acho que deveria ter mais respeito, ninguém é perfeito e quem faz isso (perseguições a colegas) não pensa o quanto pode prejudicar”.

Fatos em Foco - Com o Pr. Artur Eduardo: Melhorou ou piorou?

Fatos em Foco - Com o Pr. Artur Eduardo: Melhorou ou piorou?: EUA COMPLETAM 50 ANOS SEM A LEITURA DA BÍBLIA NAS ESCOLAS E ste ano, os Estados Unidos completam 50 anos sem oração oficial nas escolas...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Passeio, PAZ pela vida, 25.06.2012 /SBento, Turno Integral.


Caminhada pela PAZ, Turno Integral, SBento - 25.06.2012


FELICIDADE REALISTA

FELICIDADE REALISTA

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mario Quintana

Antes que seja tarde demais...

Da criança aos pais
Antes que seja tarde demais...

Não tenham medo de ser firmes comigo. Eu prefiro assim, pois sua firmeza me traz segurança.

Não me tratem com excesso de mimos. Nem tudo que peço e desejo ... me convém.

Não me corrijam na frente de outras pessoas. Prestarei muito mais atenção se vocês falarem comigo baixinho e a sós.

Não permitam que eu forme maus hábitos. Dependo de vocês para descobrir o que é certo, ou errado, na minha idade.

Não façam promessas apressadas. Lembrem-se de que me sinto mal, quando as promessas não são cumpridas.

Não me protejam das conseqüências dos meus atos. Às vezes, preciso aprender através da dor.

Não sejam falsos ou mentirosos. A falsidade me deixa confusa, desnorteada. E acabo perdendo a confiança em vocês.

Não me incomodem com ninharias. Se assim agirem, terei de proteger-me, aparentando surdez.

Nunca dêem a impressão de ser perfeitos ou infalíveis. O choque será grande demais quando eu descobrir que vocês estão longe disso.

Não digam que meus temores são tolices. Eles são terrivelmente reais. Se vocês usarem de compreensão para comigo, ficarei mais serena e tranqüila.

Não deixem sem resposta as minhas perguntas. Do contrário deixarei de fazê-las, buscando informações em algum outro lugar.

Não julguem humilhante um pedido de desculpas. Um perdão sincero torna-me surpreendentemente mais calorosa para com vocês.

Não subestimem a minha capacidade de imitação. Eu estarei sempre seguindo os seus passos com a certeza de que me conduzem pelo caminho certo.

Habituem-se a ouvir meus apelos silenciosos. Nem sempre consigo expressar meus sentimentos com palavras.

Respeitem as minhas limitações e fragilidades. Nem sempre consigo fazer tudo o que os deixa orgulhosos.

Ensinem-me a amar a Deus, pois não quero ser um adulto sem fé nem esperança. E não se esqueçam jamais que, para desabrochar e florescer, preciso de muita compreensão e carinho e, acima de tudo, de muito amor...

***

Comemorando Emília - 2012 - SBento 2012


Dia Nacional do Livro Infantil e comemorando Monteiro Lobato - SBento - Turno integral - 2012


terça-feira, 19 de junho de 2012


Uma Pequena História de Amor

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM.wmv

Aprender a aprender

Mário Quintana - Ah! O Amor... - Texto Maravilhoso!

O Profissional Águia e o Profissional Urubú

Águia ou Galinha..........Eu sou Àguia....e vc?????

Todos deveriam assistir este vídeo - SUPERAÇÃO

Nada na vida é por acaso.......

"O que desejo para você hoje..." Mensagem

...de nada serve ser luz, senão iluminar o caminho dos outros.....

limites

RESPEITO - Muito linda essa mensagem e Muito verdadeira.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Saúde: Sobre intestino preso...

O poder da SEMENTE de LINHAÇA

Alimentação antienvelhecimento

Carta de um portador de Alzheimer ao seu cuidador

Clipe Lindo 1 - (Olhe e Reflita)

OS ALIMENTOS E A MEMÓRIA

Com o passar dos anos, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas pelos radicais livres levando a uma diminuição no ritmo de produção de energia, comprometendo assim a atuação dos neurônios e prejudicando o bom funcionamento mental.

Estudos tem mostrado que uma dieta equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do cérebro. Cientistas da Universidade de Tufts, uma das mais renomadas Instituições de pesquisas dos EUA, estão empenhados em mostrar que a alimentação adequada contribui para evitar o declínio das funções cognitivas e prevenir doenças degenerativas progressivas como o Alzheimer, que ocasiona esquecimento, dificuldade de raciocínio e alterações de comportamento.

Frutas, vegetais, sementes, nozes e grãos contem diversos compostos que melhoram as conexões entre as células nervosas. Trabalhos realizados no Brasil pela Unifesp também confirmam estes estudos.

Conheça alimentos que devem ter lugar em suas refeições:

OVO: É a principal fonte de colina, que não só participa da formação de novos neurônios, com ajuda a reparar as células cerebrais danificadas. Fora isso, constitui a matéria prima da acetilcolina, neurotransmissor fundamental para a memória e o aprendizado. O ovo ainda é fonte de proteína de alto valor biológico, fornecendo diversas vitaminas do complexo B, facilitando a comunicação entre os neurônios.

PEIXE: O peixe alimenta o cérebro e a memória. Os de água fria como anchova, arenque, atum, salmão, sardinha, cavala, fornecem os ácidos graxos benéficos do tipo ômega 3 que protegem os neurônios contra os radicais livres. Os peixes também fornecem a Vitamina D que contribui para a renovação dos neurônios.

FRUTAS VERMELHAS: Segundo pesquisadores, a amora mostrou-se capaz de reverter déficits de memória associados à idade. Segundo eles a reversão de danos cognitivos é atribuída à presença de flavonóides, que exercem efeitos benéficos na aprendizagem e na memória porque protegem os neurônios. Outras frutas ricas em flavonóides: mirtilo, ameixa preta, amora, framboesa, morango, cereja, abacate e uvas vermelhas.

MAÇÃ: Segundos estudos,é uma das principais fontes de fisetina, composto que favorece o amadurecimento das células nervosas e estimula os mecanismos cerebrais associados à memória.

FRUTAS E VEGETAIS AMARELOS: Mamão, manga, pêssego, cenoura e abóbora. São alimentos fontes de betacaroteno, antioxidante que combate o envelhecimento celular.

CARNES, AVES, GRÃOS INTEGRAIS, LEGUMINOSAS, LEITE E DERIVADOS: São fontes de vitamina do complexo B. Ajudam a regular a transmissão entre os neurônios. Na carne vermelha você encontra também o ferro que pode colaborar com a boa memória.

Aproveite, tenha uma alimentação variada e consuma todos os grupos alimentares diariamente.



FONTES:

ARAÚJO,R.S.Q.Memória:AbordagemNutricional.RevistaNutriçãoSaúde&Perfomance,edição34/2007

CARDOSO,L.Nutrindo o Cérebro.Revista Nutrição em Pauta, edição março/2003

Vilamulher.terra.com.br

Revista Vida e Saúde

Elaboração: Maria Aparecida Cavalieri
Nutricionista
29/02/2012

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ALZHEIMER, RETRATO FALADO. - Poemas sociais - Poemas e Frases - Luso-Poemas

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fatos em Foco - Com o Pr. Artur Eduardo: Família e a (falta de) educação

Fatos em Foco - Com o Pr. Artur Eduardo: Família e a (falta de) educação: A INVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO FAMILIAR NO BRASIL Sabe o que é pior? É que quando vemos matérias como esta logo abaixo, percebemos que a charge ...

domingo, 13 de maio de 2012

A dor que dói mais Martha Medeiros Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

sábado, 12 de novembro de 2011

Si no hablar es tal vez mejor decir te quiero mi amor
si no hablar yo tal vez podre decir amor me voy

adios amor adios
no tienes que llorar
por muy lejos que este me sentiras cerca de ti

adios amor adios
es hora de partir
mas pronto volvere y a donde fui feliz

si no hablar es tal vez mejor decir te quiero mi amor
si no hablar yo tal vez podre decir amor me voy

adios amor adios
no tienes que llorar
por muy lejos q estes me sentiras cerca de ti

adios amor adios
es hora de partir
mas pronto volvere y a donde fui feliz

good bye my love good bye
no tienes que llorar
por muy lejos que estes me sentiras cerca de ti

good bye my love good bye
es hora de partir
mas pronto volvere y a donde fui feliz

♫ ♪ ♫ ADIOS, MI AMOR ADIOS "DEMIS ROUSSOS" ♫ ♪ ♫ ¡ RECUERDAS ESTO

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sucos Funcionais – Receitas e Benefícios

Posted: 11 Nov 2011 03:22 AM PST

A combinação de frutas, verduras e outros alimentos naturais têm ação direta sobre o organismo, ajudando a combater sintomas físicos e psicológicos, além de auxiliar na prevenção de diversas doenças. São esses os efeitos observados após a ingestão dos sucos funcionais, uma vez que quando associadas propriedades diferenciadas de diversos alimentos naturais, os resultados são extremamente satisfatórios, além de proporcionar inúmeros benefícios a saúde. Confira a receita de alguns sucos funcionais que auxiliam no funcionamento do coração, estêmago, fígado, para combater a insônia, dores de cabeça, entre outros, e lembre-se que o ideal é que os sucos sejam consumidos logo após o seu processamento.

Sucos funcionais – benefícios, receitas

Receitas de Sucos uncionais

1- Coração

Ingredientes:

- rodelas de abacaxi picado
- 1 mamão picado
- água filtrada

Modo de preparo:

Bata as frutas com água no liquidificador e adoce. Sirva gelado.

2- Estômago

Ingredientes:

- 1 maçã
- 1 cenoura
- água filtrada

Modo de preparo:

Bata as frutas com água no liquidificador e adoce. Sirva gelado.



3- Para dor de cabeça

Ingredientes:

- Maçã
- Salsa
- Tomate
- Água filtrada

Modo de preparo:

Bata os ingredientes no liquidificador e adoce. Sirva gelado.

4- Fígado

Ingredientes:

- Laranja
- Beterraba
- Coco
- Água filtrada

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador e adoce. Sirva gelado.

5- Para combater a insônia

Ingredientes:

- Cenoura
- Espinafre
- Água filtrada

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador e adoce. Sirva gelado.

6 – Suco Purificador

Ingredientes:

- Abacaxi
- Laranja
- Cenoura
- Água filtrada

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador e adoce. Sirva gelado.

7 – Suco Cicatrizante

Ingredientes:

- 300 ml Iogurte natural
- Frutas vermelhas (acerola e morango)
- Mel a gosto

Modo de preparo:

Misture 300 ml de iogurte natural com 200 ml de suco de morango e acerola. Sirva com gelo e adoce com mel.

8 – Suco Diurético

Ingredientes:

- 1 maçã (com casca)
- 200g Abacaxi (picado)
- 15g Gengibre
- 100 ml água filtrada
- Gelo filtrado
- Açúcar ou adoçante a gosto

Modo de preparo:

Misture os 200g de abacaxi picado com maçã e gengibre. Acrescente a água filtrada até perceber a consistência que deseja do suco. Sirva com gelo e adoçado a gosto.

9- Beleza da pele

Ingredientes:

- ½ cenoura
- 1 maçã (com casca)
- 300 ml de suco de laranja
- 20g colágeno
- Açúcar ou adoçante a gosto

Modo de preparo:

Pegue os 300 ml de suco de laranja e acrescente meia cenoura picada, uma maçã e 20g de colágeno em pó. Bater tudo no liquidificador, sirva com gelo e adoçado a gosto.

10 – Suco antienvelhecimento

Ingredientes:

- 1 pacote de suco de brotos
- 2 cenouras
- 1 folha de salsinha
- água filtrada

Modo de preparo:

Bata os ingredientes no liquidificador e adoce. Sirva gelado

A Formiguinha - Cantora Sandrinha

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SINTO VERGONHA DE MIM


Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

(Autoria real desconhecida)
***

De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vereador de Jacareí, em SP, diz que professores 'são inúteis' e pode responder por injúria - Brasil - Extra Online

''Professor só pensa em salário'', diz vereador de Jacareí

NACIONAL


quarta-feira, 10 de agosto de 2011 15:40

Agência Estado - Diário do Rio Grande ABC

O vereador de Jacareí Dario Burro (DEM) causou polêmica após fazer, no Facebook, diversos comentários a respeito dos professores da rede pública. Em sua página na rede social, o vereador deixou vários posts por meio dos quais critica a postura dos profissionais da educação.O primeiro deles foi publicado no dia 3 de agosto. Nele, o vereador afirmou: "Professores adoram palestras nas escolas! Assim eles não precisam dar aulas". Em outros posts, o vereador diz "Professor só pensa em salário" e "O professor é um profissional frustrado que descarrega a frustração nos estudantes. O professor gostaria de ser Engenheiro, não consegue e vai dar aula de Matemática; outro queria ser Advogado, não consegue e vai dar aula de Português; outro queria ser Médico e vai dar aula de Biologia".

Procurado para falar sobre as declarações feitas pela rede social, Dario Burro, que está em seu primeiro mandato na Câmara de Jacareí, reafirmou sua posição. "Eu vejo que é muito grave a falta de resultado na educação, existem recursos, esses recursos são aplicados, a gente tem uma estrutura e o professor não produz", disse. "Eu não aceito jovens chegando ao sétimo ano sem saber escrever corretamente".

Na opinião do vereador, se os professores não estão contentes com o seu salário, deveriam procurar outra profissão, pois sabiam da limitação quando escolheram tornar-se docentes. Os profissionais deveriam ainda adequar seu padrão de vida ao seu salário.

O vereador contou também que já foi professor da rede pública e que chegou a cursar letras, mas não terminou o curso. Ele não aceita o fato de os professores sempre atribuírem a má qualidade da educação ao governo. "Vejo que está faltando comprometimento profissional". Para ele, fala-se muito sobre pedagogia e as ideias do educador Paulo Freire, mas pouco se aplica.

Até hoje à tarde não havia nenhuma representação contra o vereador de Jacareí na Câmara. Segundo Dario Burro, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) faria uma reunião para decidir se entrariam ou não com alguma representação, o que poderia resultar em punição ao parlamentar.

sábado, 6 de agosto de 2011

Dentro de poucos dias teremos novamente o "CRIANÇA ESPERANÇA", ENTÃO LEIA COM ATENÇÃO E SE ENTENDER QUE DEVE, REPASSE AOS SEUS CONTATOS....

SE 30% DOS BRASILEIROS (AS) FIZESSEM O QUE A SRA.

ELIANE ESTÁ FAZENDO, O BRASIL SERIA OUTRO.


PARABÉNS.


CARTA ABERTA DE ELIANE SINHASIQUE (jornalista e publicitária) PARA RENATO ARAGÃO (o Didi da REDE GLOBO DE TELEVISÃO) . . . . . !!!

Nota DEZ para essa mulher ! Parabéns !




R E P A S S E M . . . . . .

Querido Didi,


Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências) ..........

Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido às suas solicitações.

Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e escrever uma resposta.

Não foi por " algum motivo " que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).


Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação !

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Êsse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não.

Eu não sou ministra da educação. Não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos de idade, quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família.

Trabalhei muito e, te garanto, TRABALHO NÃO MATA NINGUEM ! Muito pelo contrário, faz bem !

Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro- empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o GOVERNO FEDERAL tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa.

Os impostos são muito altos ! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento e em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu pago pela educação duas vezes : pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, PORQUE SOMENTE A ESCOLA PÚBLICA NÃO ATENDE COM ENSINO DE QUALIDADE QUE, ACREDITO, MEUS DOIS FILHOS MERECEM !!!

Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir, pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais !

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores dessa dinheirama toda não veêm aeducação como prioridade !

PARA ÊLES, A EDUCAÇÃO LHES RETIRA A SUBSERVIÊNCIA E ÊSSE FATO, POR SI SÓ, NÃO INTERESSA AOS POLÍTICOS QUE ESTÃO NO PODER. POR ISSO, O DINHEIRO ESTÁ SAINDO PELO RALO; ESTÃO JOGANDO FORA , OU APLICANDO MUITO MAL !!!

Para você ter uma idéia, na minha cidade cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos), enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos) !!! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda ? Você pode ajudar a mudar isso ! Não acha ?


Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você !

É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria ser endereçada a Presidente da República !!!

Ela é " o cara " !!! Êla é quem tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos !

Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for correto e necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. MAS, NÃO É O QUE ACONTECE !!!

No último parágrafo da sua carta, você joga, mais uma vez, a responsabilidade para cima de mim, dizendo que as crianças precisam da "minha doação" e que a "minha doação" faz toda a diferença...

Lamento discordar de você, Didi !!! Com o valor da doação mínima de R$ 15,00(quinze reais) eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês, ou posso comprar pão para o café da manhã para 10 dias..... !!!

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas, R$ 15,00(quinze reais) eu não vou doar ! Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho !!!

Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família !

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer NÃO para quase tudo que meus filhos querem ou precisam ? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo ? Acredito que não. Você é um homem de bom-senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, MANDE UMA CARTA PARA A PRESIDENTE "DILMA" pedindo para ela selecionar melhor os ministros e também os professores das escolas públicas ! Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino.

Melhorar os salários daqueles profissionais também funciona para que êles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação ! Peça para ela, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam, além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso está sobrando sim ! Diga para ela priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari !!!

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança, fiquem sabendo : AS ORGANIZAÇÕES GLOBO ENTREGAM TODO O DINHEIRO ARRECADADO À UNICEF E RECEBEM UM RECIBO DO VALOR PARA DEDUÇÃO DO SEU IMPOSTO DE RENDA !!!

Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda !

PORQUÊ É ELA QUEM O FAZ !!!

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?

MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) !!!DIVULGUEM ESSA REVOLTA....

isto deveria chegar a Brasilia, não acha ???

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Evolução da Educação:

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 ...:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00



E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
pre
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado ressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...


Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Passe adiante!
Precisamos começar JÁ! Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!

Nas últimas eleições, Brasil, Venezuela e Bolívia já fizeram isto!!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aquela professora de novo - Parabéns AMANDA GURGEL




NOVA LIÇÃO: Professora do RN que criticou a educação recusa prêmio de empresários


A professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, acaba de emplacar mais

uma aula de compromisso com a luta por uma educação de qualidade.

A educadora que há alguns meses fez um pronunciamento para deputados

do RN criticando a falta de prioridade dos governos para com a educação,

agora lecionou nova aula de críticas à classe empresarial.


Amanda Gurgel foi escolhida pela classe empresarial para receber o prêmio

PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). A premiação é uma

das maiores do País e é destinada a personalidades ligadas a defesa de

várias categorias no Brasil. A professora negou o prêmio alegando que

sua luta seria outra.


Confira abaixo a carta de recusa da educadora e saiba por qual motivo o

cobiçado prêmio foi negado por ela.


Natal, 02 de julho de 2011.


Prezado júri do 19º Prêmio PNBE.


Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio

de 2011 na categoria Educador de Valor, "pela relevante posição a favor

da dignidade humana e o amor a educação”.




A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos

professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de

nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola

brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente.



Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas

exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem

com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que

após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se

em busca de melhores condições de vida e trabalho.



Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é

destinado a uma professora comprometida com o movimento

reivindicativo de sua categoria.



Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim

destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril),

ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação.



Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações

como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil

Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como

Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.



A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades.



Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um

combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização

do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto

seja destinado imediatamente para a educação.



Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles

que norteiam o PNBE.



Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve

sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como

o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do

ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE.



A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo

ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por

meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve

ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.



Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e

às chamadas "organizações da sociedade civil de interesse público"

(Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o

ensino público.



Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições

educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo

seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou

parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade

de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.



Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria

renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei

em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito

embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz

tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e

estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas

angústias históricas.



Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus

companheiros e longe dos empresários da educação.


Saudações,


Professora Amanda Gurgel

domingo, 31 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada - Publicado na Revista Época

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Eliane Brum



ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem.

É autora de Coluna Prestes –



O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios),



A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio



Jabuti 2007) e



O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.


É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.


Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.


(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

terça-feira, 26 de julho de 2011

O céu é real

Artigo de Leila Cordeiro, publicado em 23/03/2011


A história do menino americano Colton Burpo que disse ter estado no céu quando ficou em coma depois de uma operação de apendicite virou livro e motivo de polêmica nos programas de TV.

Colton está hoje com 11 anos, mas foi aos 4 que ele passou por essa experiência. Os pais dele contam que suas lembranças vieram aos poucos e, entre elas, Colton citou o encontro que teve com o bisavô por parte de pai que ele nunca conhecera. Descreveu-o como um ser iluminado, de cabelos encaracolados e asas enormes. Disse que ele perguntou por seu pai e contou várias histórias de família.

Outro detalhe considerado impressionante foi quando Colton narrou o momento em que uma menina aproximou-se dele dizendo-se sua irmã. Ela confidenciou ao menino que não chegara a nascer e não tivera um nome na terra, mas que estava muito feliz em conhecê-lo pessoalmente já que o via apenas à distância.

Quando Colton contou essa passagem aos pais, os dois se emocionaram e chegaram a chorar. A mãe do garoto havia realmente perdido um bebê de forma natural, sem nem mesmo saber o sexo, e combinou com o marido nunca revelar isso a ninguém pois a perda havia doído muito. Portanto, Colton não sabia do ocorrido pois nem era nascido.

É aí que o mistério começa a aumentar.

Depois desses dois momentos, que chegaram a abalar as concepções religiosas da família, Colton contou outros detalhes intrigantes sobre a viagem que ele descreve como uma ida ao paraíso. Disse que naquele lugar, onde tudo é mais brilhante e colorido, as pessoas vestem-se com roupas luminosas e vaporosas, não usam óculos e parecem sempre jovens, felizes e sorridentes.

Numa outra lembrança, Colton disse que esteve sentado no colo de Jesus, e este lhe dissera que ele teria a missão de levar uma mensagem de esperança ao mundo. Ao mesmo tempo Colton revelou que ao lado de Jesus estava também João Batista, que sorriu para ele e o abençoou.

Além de todas essas revelações outras não menos desconcertantes estão no livro de Colton, “Heaven is for real" (O céu é real, em tradução livre) , que já virou best-seller desde novembro de 2010 quando foi lançado. Já vendeu quase dois milhões de cópias nos Estados Unidos e já há pedidos para ser traduzido em outros idiomas.

Ao divulgar suas lembranças aos pais, Colton não sabia o quanto estaria deixando-os intrigados, assim como a todas as pessoas que tomaram conhecimento do caso. A midia logo de interessou e Colton foi alvo de reportagens em sites, jornais, revistas e na TV. Ao ser entrevistado no programa Today, da rede NBC, ele deixou os apresentadores boquiabertos com sua naturalidade ao contar detalhes de sua “viagem”.

Os jornalistas começaram a entrevista entre curiosos e incrédulos, e acabaram completamente emocionados e convencidos de que Colton estava realmente falando a verdade. Comentaram que o menino já fora ouvido por especialistas, psicólogos e médicos em geral para uma investigação mais detalhada do assunto. A conclusão foi surpreendente. Nenhum desses profissionais soube dar uma explicação científica sobre o que ocorrera com o menino.

Para deixar as pessoas ainda mais confusas, Colton contou com firmeza que viu, do alto do quarto onde estava sendo operado, os médicos correndo de um lado para o outro para tentar salvá-lo. Dali ele conseguiu ver também o pai falando ao telefone celular no corredor do hospital, preocupado e nervoso e a mãe chorando e rezando na capela. Segundo os pais de Colton, ele não poderia saber de tudo isso ao mesmo tempo, pois ninguém os viu nessa situação naquele momento de desespero quando Colton entrara em coma.

Bem, a história e a polêmica estão lançadas. Nessa viagem ao céu o menino Colton, um pré-adolescente normal, que faz tudo o que um menino da sua idade faz regularmente, disse que trouxe na bagagem uma mensagem de Deus, principalmente àqueles que perderam seus entes queridos. Colton afirma sem pestanejar que “ O céu existe e nele as pessoas podem se reencontrar com quem se foi”.

E como seria bom a gente acreditar piamente nisso, não é mesmo?

“Heaven is for real” fez-me lembrar da história comovente do guitarrista inglês Eric Clapton que em 1991 perdeu tragicamente o filhinho de quatro anos, que caiu de seu apartamento num andar altíssimo de um prédio em Manhattan, NY. Clapton em seu desespero de pai compôs em memória do filho a música “Tears in Heaven”, onde diz que espera vê-lo algum dia no paraíso. Agora, quem sabe, depois das revelações de Colton não reacenda em Clapton a esperança de reencontrar o filho? Tomara...


Repassado por Dalton – www.consciencial.org

avô cantigas

Aos Avos

Pais sem tempo - Reflexão

Educando Um Filho.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

*CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO:*

Escrita em 1830, mas atual como nunca!

Em tempos de pais que incentivam bulling, não aceitam
notas, questionam e ameaçam professores, passam a mão na cabeça de filhos
atropeladores, brigões, marginais... uma carta especial.

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos,
nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um
herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por
favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale
uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a
saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria
profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas
deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os
montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais
que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho
contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca
entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o
a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também
choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra
todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço,
deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim
poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

*Abraham Lincoln, 1830*

Limites e afetividade

Limites e Afetividade, de Gilson de Almeida Pereira, Editora da Ulbra, Canoas, 2004.

A construção de limites e a formação de valores tem sido uma das maiores preocupações dos educadores nestes últimos tempos. Preocupação esta que levou o autor a uma grande reflexão.

Gilson de Almeida Pereira é Pedagogo, especialista em orientação educacional, psicopedagogo, Mestre em educação pela PUCRS e doutorando pela mesma instituição. Desenvolve pesquisas destinadas à formação de professores, por isso o livro “Limites e Afetividade” surgiu de uma dissertação de mestrado.

O livro é muito envolvente, dividido em sete capítulos ao longo de 154 páginas, destaca a importância da afetividade na construção de limites. O autor descreve seis tipos de professores, após três semestres letivos de observações e entrevistas em uma escola. Gilson mostra a postura dos professores através de uma história fictícia.

O primeiro professor é desorganizado, não dá atenção aos alunos, não sabe o que faz e, quando questionado irrita-se. Não consegue administrar o carinho, a atenção, a organização pedagógica e a conduta em sala de aula, ou seja, não sabe lidar com limites e afetividade, nem estabelecer uma interação com os alunos.

O segundo, demonstra uma relação de poder, é exigente e enraivecido, procura manter os alunos ocupados a todo instante.

O terceiro professor, é afetivo e ingênuo, com baixa auto-estima e extremamente religioso.

O quarto, varia muito de humor, diversificando as atividades, irrita-se com menos facilidade.

O quinto professor, é extremamente afetuoso e preocupado com seus alunos. Desenvolve um trabalho mais relacionado com a vida de seus alunos, buscando se relacionar com eles, trabalhando com o respeito mútuo e os limites. No entanto, cobra muito com excesso de trabalhos e avaliações.

O sexto não suporta a falta de respeito ou de comprometimento, mas consegue estabelecer limites e, estimula os alunos a resolver suas dificuldades. Tem humor apurado e atitude de respeito mútuo. É rígido e trabalha os limites através de laços afetuosos.

Com essas observações, o autor deixa claro que a postura do professor influencia na disciplina de uma turma. Muitos professores precisam ter o controle de tudo, não permitem conversas e brincadeiras. Com isso, deixam de utilizar recursos e técnicas que poderiam tornar suas práticas pedagógicas mais interessantes e motivadoras. São extremamente autoritários, exercem controle rígido, ditam regras e limites. Os alunos por sua vez, buscam seu espaço para expressar suas idéias, através da indisciplina, respondendo ao abuso da autoridade com atos provocativos.
No decorrer do livro, o autor enfoca “o afeto como fator básico para a construção dos valores e limites, chegando ao ideal do respeito mútuo entre os seres humanos”. De acordo com o tipo de ação adotada pelo professor, autoritária ou libertadora, as relações estabelecerão limites de maneira diferente. Por isso, é tão importante o respeito mútuo, o afeto para que se estabeleçam os limites e o respeito às regras.

O autor afirma ainda: “ o que não significa que, para ser afetuoso, seja necessário dizer somente sim. O afeto está presente no ato, seja este um afago ou uma negação, seja um elogio ou uma repreensão.” Quando o aluno sente-se respeitado e sabe que existe alguém preocupado com ele, que lhe demonstre afetividade, saberá aceitar quando for repreendido ou quando algo lhe é negado.

O livro “ Limites e Afetividade” é uma referência bibliográfica indispensável para todos educadores. Com ele, é possível compreender a importância do afeto na relação professor-aluno, refletir sobre a prática educativa através da análise das posturas descritas. A sua leitura possibilita uma profunda tomada de consciência de nossos atos e da necessidade de buscar alternativas e ações para tornar o ambiente escolar um lugar propício para a aprendizagem, para as relações humanas e para a formação de cidadãos conscientes e afetuosos.

Retirado do blog http://aprenderinteragindo.blogspot.com